Verdade chinesa ou resiliência brasileira?

Verdade chinesa ou resiliência brasileira?

Adelfo Cidi Jr.*

29 de julho de 2021 | 04h00

Adelfo Cidi Jr. FOTO: DIVULGAÇÃO

De 2020 para cá, as empresas, independente do porte, precisaram novamente traçar a sua evolução, objetivando etapas e desenvolvendo oportunidades, para que seu produto ou serviço alcançasse um espaço no mercado de forma sólida e constante.  As estratégias tiveram que ser mais assertivas para fazer toda a diferença na conclusão de cada etapa.

As pessoas também tiveram que se adaptar a algumas mudanças profissionais e pessoais, como o home office e o distanciamento social, respectivamente.  O período foi e é ainda uma chance de se reinventar, de aprender.

O empresário que precisou fechar as portas temporariamente, criou estratégias para manter os negócios funcionando e interagir com os clientes. Houve ainda aqueles que se encorajaram para o empreendedorismo porque a Covid-19 trouxe, sim, oportunidades em algumas áreas. Mas ainda contabilizamos muitos empresários que encerraram suas atividades. Outros que sobreviveram planejam aprimorar o ensinamentos e inovações que os mantiveram de pé durante a pandemia para gerar receita e abrir novas oportunidades.

Uma recente pesquisa feita pela empresa de consultoria empresarial americana McKinsey & Company, com mais de 200 organizações nos Estados Unidos, revelou que mais de 90% dos executivos disseram esperar que as consequências do COVID-19 mudem a forma de fazer negócios nos próximos cinco anos.

No nosso segmento, eletrodomésticos de alto padrão, bons ventos sopraram em 2020. Vimos que as pessoas começaram a olhar para dentro de casa. Primeiro, para adaptar o home office. Depois, sem poder viajar e frequentar os restaurantes como antes, elas levaram algumas experiências para dentro de casa.  Investir no espaço gourmet como um canto acolhedor, onde o momento de preparar uma comida trouxe alento em momentos inesperados, foi uma delas.

O ano de 2021 tem se revelado um pouco mais desafiador que 2020, mas exigindo foco e feeling em iguais proporções. Temos que fazer escolhas em todos os momentos. O que nos remete a uma já conhecida expressão citada até pelo 35º presidente dos Estados Unidos John Kennedy Jr, em 1959: a palavra “crise”, quando escrita em chinês, tem dois caracteres, onde um representa perigo e o outro, oportunidade. Os estudiosos da Sinologia disseram que não é bem esse o significado ao pé da letra. Mas etimologia à parte, a situação é verdadeira. Uma crise, uma situação inesperada sempre nos apresenta uma escolha, sobretudo, nos dias atuais.  Então, que o planejamento, a determinação e a estratégia norteiem o caminho do sucesso!

*Adelfo Cidi Jr. é diretor executivo da Evol Eletrodomésticos

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