‘Venho aqui assumir o erro do meu amado filho’

‘Venho aqui assumir o erro do meu amado filho’

No Facebook, pai revela drama e pede desculpas pelo 'erro' do piloto Apoena Índio do Brasil, preso com um carregamento de 600 quilos de cocaína

Luiz Vassallo e Julia Affonso

01 de julho de 2017 | 05h00

No Facebook, o pai do piloto Apoena Índio do Brasil postou pedido de desculpas a um grupo de aviação pelo que classificou de erro do filho – preso em Itapirapuã, interior de Goiás, depois que foi interceptado pela FAB transportando em um bimotor mais de 600 quilos de cocaína.

I.B.R., pai de Apoena, de 22 anos, alegou que está tentando entender onde falhou na educação do filho, informa a repórter Karina Cabral, do site MídiaNews, de Cuiabá.

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Ele anotou que Apoena ‘está pagando da pior forma o preço da liberdade’.

“Venho aqui assumir o erro do meu amado filho.”

“Mas digo a todos vocês, com toda a certeza do mundo, que apesar do grave erro que ele cometeu ele ainda é um homem de coração muito bom e amigo de todos aqui”, escreveu I.B.R, que também é piloto.

Apoena pilotava o avião interceptado pela Força Aérea Brasileira no domingo, 25, com o carregamento de cocaína de origem boliviana. Ele fugiu, mas acabou preso na noite da segunda-feira, 26, com o copiloto Fabiano Júnior da Silva.

I. B. R., que também é piloto, disse no Facebook que está tentando entender onde falhou na educação do rapaz.

Ele disse que, apesar do erro, nunca deixará de amar o filho, a quem chamou de ‘meu menino’.

“Deus vai trazer meu filho de volta para o nosso meio [da aviação] e ele provará a cada um que um grande homem pode cair e se levantar novamente”, escreveu.

I.B.R. assinalou que a situação está sendo muito dolorosa para ele e pede desculpa em seu nome e em nome do filho.

Inicialmente, a Força Aérea Brasileira informou que o avião teria decolado da fazenda Itamarati Norte, pertencente ao grupo Amaggi, da família do ministro de Agricultura Blairo Maggi.

Ao ser preso, o piloto afirmou que essa informação foi dada durante a interceptação da FAB, iniciada em território mato-grossense, como uma tentativa de burlar uma eventual fiscalização.