Vender ou não vender, um dilema shakespeariano na pandemia

Vender ou não vender, um dilema shakespeariano na pandemia

Mellissa Penteado*

03 de setembro de 2020 | 11h52

Mellissa Penteado. Foto: Divulgação

Neste momento grave da economia mundial, contaminada pela Covid-19, em que as empresas, de todos os portes e setores, num exercício de resiliência, gestão e criatividade, buscam manter patamares mínimos de receita, postos de trabalho, clientes e mercados, são mais fundamentais do que nunca instrumentos capazes de contribuir para fomentar os negócios.

É o que buscam fintechs, grandes redes varejistas, concessionárias de telecomunicações, provedores de internet, bancos, indústrias e os pequenos e médios empresários, de todos os ramos, ante a instabilidade que uma conjuntura como a atual provoca. Nesse contexto, todos vivenciam um dilema diário, tanto nas operações B2B, quanto na interação direta com os consumidores: vender ou não vender produtos e serviços, conceder ou não crédito nessas operações e/ou em empréstimos e financiamentos? Eis a questão!

A pergunta shakespeariana, que certamente está sendo feita na realidade cotidiana de milhares de empresas em todo o Brasil, pode ser respondida em grande parte por uma análise de dados customizada que define o Score. Trata-se de um recorte de determinada política matemática, representada em pontos que ajudam empresas e pessoas a tomarem decisões, formularem estratégias, insights e alcançarem seus objetivos, nas mais variadas perspectivas e áreas de atividade.

O Score, sempre relevante nas discussões sobre como destravar a concessão de crédito, ganha cada vez mais amplitude e importância no âmbito dos objetivos de alavancar negócios, contribuir para políticas de compliance e combate a fraudes. São questões cruciais, que ganham destaque ainda maior neste momento, no qual, além do exercício de gestão e medidas contingenciais para manutenção das empresas, é decisivo atender à demanda dos mercados e da sociedade, enfatizada pela pandemia, quanto à postura ética, transparência, governança e responsabilidade socioambiental das empresas de todos os setores.

Assim, é preciso disseminar o significado e o poder do Score de fomentar a economia. Cabe promover uma análise profunda, que mostre o potencial desse mercado e da plataforma como impulsionadora de negócios.

Voltando ao dilema das empresas quanto à segurança nas operações relativas à sua interação com clientes corporativos e consumidores, ocorreu-me uma analogia que pode nos ajudar a construir um raciocínio lógico para a tomada de decisões: se o príncipe Hamlet, personagem da peça de mesmo nome do genial William Shakespeare, tivesse algo ou alguém que lhe proporcionasse lucidez para avaliar as consequências de vingar a morte do pai, provavelmente não teria assassinado seu tio Cláudio e seria coroado rei…

*Mellissa Penteado é CEO do Grupo proScore, bureau digital de crédito e authority de score, especialista em antifraude.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: