Veja o interrogatório de Fábio Cleto na Sépsis

Veja o interrogatório de Fábio Cleto na Sépsis

Assista ao depoimento do delator, ex-vice presidente da Caixa, que acusa Eduardo Cunha, na Operação Sépsis, de receber 80% das propinas oriundas de liberações da Instituição Financeira

Beatriz Bulla, de Brasília

27 de outubro de 2017 | 17h06

O DEPOIMENTO COMEÇA A PARTIR DOS 29 MINUTOS

O delator Fábio Cleto, ex-vice presidente de Fundos e Loteria da Caixa, afirmou, nesta quinta-feira, 27, que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebia 80% das propinas oriundas de liberações de empréstimos da instituição financeira. Ele prestou depoimento ao juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara de Brasília. Cleto é réu na Operação Sépsis, que investiga desvios na Caixa Econômica Federal.

Em delação premiada, Cleto afirmou que Cunha e o doleiro Lúcio Funaro intermediavam o repasse de propina para garantir a empresas a liberação de contratos com a Caixa. No depoimento desta quinta-feira, Cleto corroborou as informações prestadas em delação.

Cleto afirmou que mantinha Funaro e Cunha informados sobre as empresas que tentavam operações com o FI-FGTS. Os dois a partir daí procuravam as empresas para negociar pagamento de propina e davam sinal a Cleto sobre como ele deveria votar naquela operação. “Aprovada, algum tempo depois eles me comunicavam o porcentual que supostamente tinham conseguido e me pagavam um porcentual disso, pré-aprovado”, afirmou Cleto.

Segundo ele, 80% da propina arrecadada era destinada a Cunha e 20% para Funaro. Dos 20% do corretor, uma parte (20%) era destinada a Cleto e outra (20%) para Alexandre Margotto – ex-sócio de Cleto, quem o apresentou ao operador.

Ele foi ouvido por meio de videoconferência. No depoimento, falou que sua indicação para a Caixa foi patrocinada por Cunha. Segundo ele, Lúcio Funaro disse que entregaria o currículo do administrador a Cunha, quem, por sua vez, iria repassar o nome ao então líder do PMDB na Câmara, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves. Todos são réus na ação que tramita na 10ª Vara de Brasília, assim como Alexandre Margotto.

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