Veja a íntegra do acordo dos governos federal, de Minas e Espírito Santo com Vale, Samarco e BHP

Veja a íntegra do acordo dos governos federal, de Minas e Espírito Santo com Vale, Samarco e BHP

Medida ocorre dois dias depois de o Ministério Público Federal processar a Samarco e suas controladoras Vale e BHP e cobrar R$ 155 bilhões pela tragédia

Mateus Coutinho e Fausto Macedo

06 de maio de 2016 | 04h40

REGENCIA/ES 22-11-2015 CIDADES BARRAGEM LAMA MAR A lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Samarco - cujos donos são a Vale a anglo-australiana BHP Billiton - em Mariana (MG) já chegou ao mar, neste domingo (22), após passar pelo trecho do Rio Doce no distrito de Regência, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, segundo o Serviço Geológico do Brasil. FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

A lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Samarco ao chegar no oceano Atlântico, no Espírito Santo. FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

Seis meses após a maior tragédia ambiental do País que deixou ao menos 17 mortos e destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), a Justiça Federal homologou nesta quinta-feira, 5, o acordo da Advocacia-Geral da União, governo de Minas Gerais  e governo do Espírito Santo com as mineradoras Vale, Samarco e BHP para a recuperação da Bacia do Rio Doce, principal atingida pelo vazamento de 32,5 milhões de m³ de rejeitos da mineração com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

A medida ocorre ainda dois dias depois de o Ministério Público Federal processar a Samarco e suas controladoras – Vale e BHP Billiton – e cobrar R$ 155 bilhões para a reparação ambiental e socioeconômica dos atingidos pela tragédia. Ao todo, o documento tem 260 cláusulas detalhando o compromisso assumido pelas empresas de implantar 39 programas de recuperação do meio ambiente e reparação socioeconômica.

 

 

 

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