Vale a pena investir em um carro elétrico?

Diego Fischer*

04 de maio de 2021 | 03h45

O mercado de carros elétricos e híbridos está gradativamente ganhando força, seja pela atração à inovação, seja pela economia operacional, ou pelo objetivo de sustentabilidade. No entanto, esse é um investimento inicial alto, tanto para modelos novos, quanto para seminovos – que são poucos,  quando se compara aos modelos tradicionais de combustão.

Embora seu valor seja mais elevado no momento da compra, os carros elétricos emanam economia a longo prazo, não só em custos de combustível, como também em manutenção e, em alguns estados, de impostos. Não existe uma lei federal que obrigue a isenção do IPVA para modelos elétricos e/ou híbridos – são iniciativas de cada estado, como ocorre no Maranhão, Paraná, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e do Sul, que proporcionam o abono total do imposto. A assembleia legislativa de São Paulo aprovou a isenção de 100% para os modelos elétricos e de 50% para os híbridos. A medida ainda precisa ser aprovada pelo governador do estado e tem prazo estabelecido de cinco anos.

No dia a dia, como mensurar a diferença de economia entre os veículos a combustão e os elétricos/híbridos? Um levantamento realizado pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) aponta que o custo por quilômetro percorrido em um veículo elétrico é de R$ 0,11 (contagem em kilowatt) frente a R$0,31 (consumo por litro) dos veículos a combustão.

Outra forma de economia é na manutenção. Os modelos elétricos têm uma mecânica mais simples, com menos partes móveis, e, para a alegria dos proprietários, o custo das baterias têm diminuído com o passar do tempo – esse custo historicamente é uma das grandes preocupações de quem pensa em adquirir um elétrico ou híbrido. Os carros a combustão exigem constante manutenção de filtros, velas, óleo, insumos ligados ao consumo de gasolina, álcool ou diesel e etc – então apesar de hoje ainda estarmos em um patamar baixo de prevalência de carros elétricos justamente pela diferença de preço de aquisição entre os 2 tipos, com o avanço natural da tecnologia motora – inerente à tendência de inovação e preocupação com sustentabilidade que vemos no mercado automotivo mundial -, esse hiato vai ficar cada vez menor.

O processo de compra de um automóvel tem muitas variáveis, sendo necessário pensar a curto, médio e longo prazo, mas a meu ver, os modelos elétricos e híbridos ficarão cada vez mais convidativos, seja financeiramente, seja em relação à sustentabilidade.

*Diego Fischer, CEO da Carupi

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