Vacinas: pela ciência e pela ‘alegria da vida’

Vacinas: pela ciência e pela ‘alegria da vida’

João Octaviano Machado Neto*

30 de abril de 2021 | 12h03

João Octaviano Machado Neto. Foto: Divulgação

Num momento de crise pandêmica mundial, em que a ciência vem provando a cada dia que só as vacinas podem evitar as mortes por covid-19, temos de reafirmar o valor da democracia, temos de provar que ela não só funciona como também existe para ajudar as pessoas, fazendo do Estado, ao mesmo tempo, um agente do bem-estar social e do crescimento econômico.

Como bem lembrou o governador João Doria numa das dezenas de entrevistas coletivas, a vacina é “o triunfo da vida contra os negacionistas, contra os que preferem o cheiro da morte, em vez da alegria da vida”.

Apesar de ser uma doença nova – do ponto de vista da ciência –, sabe-se hoje que a vacina contra o coronavírus não só reduz significativamente o total de casos grave como também contribui para a diminuição de mortos.

Um exemplo, segundo o site da britânica BBC: no Chile, onde a CoronaVac também é a vacina mais aplicada (90% lá), um estudo com 10,5 milhões de pessoas mostrou que o imunizante tem 80% de efetividade para prevenir mortes, foi efetivo em 89% para evitar a internação de pacientes críticos em UTIs e em 85% para prevenir as hospitalizações.

O Governo de SP não só foi o mais ágil a perceber a gravidade da doença, já em março de 2020, como também buscou formas de acelerar uma maneira de ter a vacina contra a covid-19. Por isso fez parceria com os chineses para a produção da CoronaVac, no Instituto Butantan.

Enquanto os mandatários do governo federal se esforçavam em relativizar a doença, em ofender os chineses sem buscar vacinas de laboratórios de outros países, o Governo de SP esquematizou a produção local da CoronaVac no Butantan.

Só começou a vacinar em janeiro após atrasos injustificáveis – provavelmente causados por pressão de Brasília – na Anvisa. Graças ao Butantan, que é um instituto do Governo de SP, 42 milhões de vacinas CoronaVac foram entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) e portanto a brasileiros de todo o país.

Só no Estado de SP, são mais de 11 milhões de doses já aplicadas, sendo 8,7 milhões de CoronaVac.

Além disso, o mesmo Butantan começou a produzir o primeiro lote de 18 milhões de doses da Butanvac, a primeira vacina fabricada integralmente no país contra o coronavírus que estará pronta para uso em junho.

Segundo o governador, poderão ser produzidas este ano, “se houver velocidade na aprovação da Anvisa”, até 150 milhões de doses da Butanvac.

Vacina e ciência são sinônimos de vida. E a democracia, além de defender este mesmo valor, é totalmente o inverso de negacionismo, fake news e da necropolítica brasiliense.

*João Octaviano Machado Neto é engenheiro, secretário estadual de Logística e Transportes de SP e um defensor apaixonado da vida

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