Vacina, o novo passaporte para a imigração mundial

Vacina, o novo passaporte para a imigração mundial

Leonardo Freitas*

01 de maio de 2021 | 03h30

Leonardo Freitas. FOTO: DIVULGAÇÃO

Os Estados Unidos começaram a dar o ar da graça novamente. Isso é algo que eu já estava prevendo desde o início desta avassaladora pandemia no ano passado. Podem falar o que for dos americanos, mas uma coisa é certa, os Estados Unidos são uma nação absurdamente preparada.

Infelizmente, por ser um país que sempre está envolto com o fantasma de guerras e disputas comerciais no âmbito internacional; seria infantilidade deste país não ter se preparado cultural e psicologicamente para lidar de frente com os problemas.

A constituição dos EUA tem mais de 234 anos e foi assinada em 1787, na Filadélfia. Nesta época nem se cogitava a criação de Washington, DC; fato esse que aconteceu quatro anos depois. O que quero dizer com isso? Quero dizer que os EUA têm uma constituição antiga, mas bastante atual e com poucas alterações. Já a constituição do Brasil é muito mais nova (1988) e cheia de remendos, retalhos e interpretações. Por isso, a vida em nosso querido país é extremamente difícil, pois cada um pensa diferente do outro e a insegurança jurídica impera nos vários tribunais brasileiros.

Esta cultura de variadas interpretações das Leis Brasileiras gerou, infelizmente, um enorme desentendimento entre os entes públicos no combate ao vírus da Covid-19. O direito de ir e vir tem sido usado para escamotear o nosso bem maior e mais importante: a proteção da vida.

Mas, o ponto central é que a economia brasileira está derretendo com o avanço de novas formas de cepas do coronavírus; e em contrapartida vemos os EUA com todos os problemas imputados a eles, encontrando um horizonte muito próximo para a recuperação da economia por meio do emprego e do consumo.

Foi sofrido para todos nós aqui nos Estados Unidos? Sim, também foi. Mas, após toda esta crise vemos, hoje os americanos respirando com mais esperança. A vacinação em massa já está estabelecida em todo o território nacional e, segundo Joe Biden, depois de 4 de Julho, todos poderão comemorar o “novo passaporte” da vida. Todos estarão vacinados.

As empresas já começam a abrir as portas, os clientes estão retornando, o governo está injetando dinheiro na praça e uma energia positiva começa a surgir no ar rumo ao desenvolvimento. Querendo ou não, temos nesta semana um dinheiro excedente ao PIB na ordem de 1.9 trilhão de dólares de fundo perdido patrocinado pela Casa Branca; vai abastecer os lares. É a economia sendo alavancada pelo novo presidente americano; sensível aos novos imigrantes que também terão direito a esta fatia.

Ou seja, estou dizendo que hoje o melhor cenário e mais seguro de todos pode ser migrar para os EUA. A dolarização de receita tem sido o segredo do sucesso de muitos; e o Brasil na situação precária em que está leva a crer que teremos uma recuperação muito lenta da economia.

O melhor mesmo é emitir rapidamente o seu “novo passaporte” e ser feliz na América. Não pense em gastar em dólar; coloque a sua cabeça para pensar em ganhar dólares. Escute as palavras do seu mais novo amigo! Vacine-se o mais breve possível . Este será o seu “novo passaporte” para o mundo e seja bem-vindo aos EUA.

*Leonardo Freitas, CEO da HAYMAN-WOODWARD e especialista em mobilidade global

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.