Uma nova forma de avaliar a tomada de crédito empresarial

Uma nova forma de avaliar a tomada de crédito empresarial

Daniel Assis*

26 de maio de 2021 | 05h45

Daniel Assis. FOTO: DIVULGAÇÃO

Resultado e lucro operacional. De forma bem objetiva, estes são os principais indicadores pelos quais uma instituição financeira avalia uma empresa na hora de conceder ou negar uma operação de crédito. E assim, o crédito bancário para grandes empresas no Brasil cresceu 14,8% em 2020 e está sendo um dos pilares de sustentação da economia durante a pandemia. Muitas empresas recorrem às instituições financeiras por conta do corte na taxa básica de juros, novos subsídios, forte injeção de liquidez em reais e alívio nas regras prudenciais do sistema financeiro.

Com o objetivo de gerar mais transparência, consistência e segurança no processo de tomada de crédito entre empresas e instituições financeiras, algumas iniciativas estão surgindo com propostas bem interessantes, que consideram a análise do risco operacional, em complemento à análise financeira.

Esta iniciativa concede à empresa um status de solidez e credibilidade em suas atividades para honrar compromissos operacionais e financeiros junto a bancos e investidores. A partir dessas garantias, a aprovação do crédito tem o seu ciclo de aprovação reduzido.

Outro ponto bastante interessante é que diagnosticar a fundo as condições operacionais de uma empresa, diz respeito a aplicar recursos de análise preditiva, data science e analytics incorporados à uma metodologia de Due Diligence.

Migração do mercado de capitais para o sistema bancário

Ao verificar os números do mercado, as grandes empresas já vinham deslocando as suas fontes de financiamento para o sistema bancário, assim o mercado de capitais perdeu força e cresceu apenas 5,8% no ano passado.

Ao integrar a parte financeira com os principais indicadores de resultados operacionais com alta tecnologia é possível não olhar apenas para o resultado passado, mas sim entender a operação e realizar projeções para um resultado futuro.

Tecnologia a serviço da excelência operacional e financeira

Alguns setores dos segmentos de Agribusiness, Saneamento, Setor Energético, Mineração e Manufatura já estão usando a tecnologia para integrar análise financeira e operacional.

Por definição, a Due Diligence é o processo de investigação realizado com a finalidade de conhecer a real situação atual e potencial futuro de uma corporação. Ela é específica para cada negócio e considera o porte da empresa, área de atuação, além de questões de ordem financeira, contabilística, fiscal e jurídica.

Na Due Diligence Operacional, é possível medir a maturidade da empresa por 36 dimensões em todos os tipos de negócios, contemplando tópicos importantes como Gestão de Ativos, Sustentabilidade, Sistema de Gestão em Segurança e Melhoria de Processos.

A metodologia de análise preditiva trabalha com informações públicas, capta valores de oportunidades macros que existem dentro da empresa, desenha curvas de ineficiência, aponta GAPs e avalia dados de evidências, entre outros recursos.

Processos, pessoas e tecnologias estão a serviço da excelência na gestão. Caso tenha que escolher entre realizar um processo de Due Diligence Operacional e outro Financeiro, por que não fazer ambos? É bem mais seguro tanto para o banco e investidores quanto para a empresa.

*Daniel Assis, presidente da Proudfoot Brasil

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