Um sinal pode ser câncer de pele

Marcela Condé*

15 de dezembro de 2019 | 05h00

Você sabia que um simples sinal pode ser o indício de um câncer de pele? A campanha Dezembro Laranja, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, neste ano tem como objetivo principal alertar para a importância do diagnóstico precoce e prevenção do câncer de pele. Afinal, é importante lembrar que, quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

A exposição ao sol é o principal fator de risco para a doença, que surge a partir do crescimento anormal das células que compõem a pele. Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular, também conhecidos como câncer não melanoma. Quando eles são diagnosticados e tratados precocemente, a chance de cura é bem alta. Já o terceiro tipo, o melanoma, é o mais agressivo e potencialmente letal, ainda que não seja tão frequente.

Vale lembrar que qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, apesar de a doença ser mais comum entre pessoas de pele muito clara e com maior sensibilidade ao sol, e ainda em pacientes portadores do vitiligo. Isso ocorre porque a melanina –predominante em peles morenas e negras – bloqueia os raios ultravioletas. No entanto, negros também podem desenvolver a doença, inclusive, em sua forma mais rara e grave, o melanoma lentiginoso acral. Este tipo se manifesta nas palmas das mãos e plantas dos pés, de forma agressiva e com um rápido crescimento.

O tema escolhido para permear a campanha de 2019 é “um sinal pode ser câncer de pele” e não poderia ser outro. É um alerta para que a população procure pela avaliação profissional em caso de surgimento de qualquer mancha suspeita no corpo. O câncer de pele pode se manifestar por meio de uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como um nódulo avermelhado, brilhoso; ou em uma ferida que não cicatriza.

Evitar os horários de maior incidência solar, utilizar chapéus, óculos de sol com proteção UV, roupas que cubram boa parte do corpo, e manter-se hidratado são algumas de minhas recomendações. Também é importante lembrar do uso diário do protetor solar, que deve ser reaplicado em intervalos de duas a três horas, ou após a imersão na água.

*Marcela Condé, dermatologista da Clínica Penchel

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