Um efetivo próspero ano novo

Um efetivo próspero ano novo

Marcio Grazino*

12 de janeiro de 2021 | 04h00

Márcio Grazino. FOTO: DIVULGAÇÃO

Em um período um tanto quanto atribulado, uma projeção traz fôlego e a esperança de dias melhores: A CNI (Confederação Nacional da Indústria) projeta que o PIB (Produto Interno Bruto) registrará expansão de 4% em 2021. A atividade econômica deve ser impulsionada pelo avanço de 4,4% do PIB industrial.

Na análise da CNI, a economia vai continuar a se recuperar das perdas sofridas ao longo deste ano, em função da pandemia e, no caso da indústria, para a maioria dos setores, a recuperação já ocorreu em 2020, o que outras recentes pesquisas do setor felizmente confirmam.

Atuo no setor industrial e, realmente, a área vem se reerguendo após os diversos impactos da pandemia da Covid-19. A atividade industrial só não foi impulsionada ainda mais porque, a partir de novembro, a indústria brasileira se deparou com a escassez de matéria-prima, o que, combinado com a desvalorização do real, provocou aumento recorde na inflação de insumos. Dados da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) sugeriram que o crescimento da produção foi parcialmente restringido pela falta de materiais disponíveis para a conclusão dos pedidos em atraso. Com isso, os negócios pendentes aumentaram no ritmo mais acentuado já registrado em quase 15 anos de estudo.

Olhando para trás, quanta coisa passamos, mesmo tendo a sensação de que quase nada vivemos, em razão do isolamento social. Em meio a esse furacão, tivemos que nos adaptar a uma nova rotina, repleta de mudanças de comportamento, de novos hábitos. As empresas que não puderam parar o trabalho se reestruturaram para garantir a saúde de seus colaboradores; o home office ganhou força e muitas pessoas, principalmente as mulheres, viram a sobrecarga das tarefas diárias se intensificar ainda mais ao terem de trabalhar, cuidar da casa e dos filhos, tudo no mesmo lugar e ao mesmo tempo; e aqueles que tiveram seus empregos perdidos buscaram novas formas de sobreviver, empreendendo como possível, reforçando a resiliência e bravura tão características do brasileiro e necessárias para o enfrentamento a qualquer período difícil.

Na retomada, no “novo normal”, no que diz respeito ao ramo econômico, se faz necessária a promoção de um ambiente favorável aos negócios, que melhore as expectativas e estimule o investimento e o crescimento da área. É preciso avançar nas reformas tributária e administrativa. Que essas questões possam ser encaminhadas no ano que se inicia, com atenção especial e que o setor industrial possa não só continuar se restabelecendo das perdas de 2020, mas crescer e impulsionar a economia e a geração de empregos.

Ainda nos encontramos em período delicado de pandemia, com grandes desafios pela frente, mas apesar dos pesares, o povo brasileiro é aguerrido, batalhador e não esmorece diante das dificuldades. Que nessa caminhada, a tão almejada vacina contra o vírus da Covid-19 chegue a todos com brevidade e que os setores da indústria e do comércio tenham o olhar de todos os representantes aos quais caibam ações que somem esforços com os empresários e trabalhadores e, assim, fazer com que 2021 seja efetivamente, um feliz e próspero ano novo.

*Marcio Grazino é empresário do setor de embalagens plásticas de proteção e diretor da Maximu’s Embalagens Especiais

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