Tudo isso é uma surpresa, diz Geddel

Tudo isso é uma surpresa, diz Geddel

Em audiência de custódia, o ex-ministro dos governos Dilma e Temer negou ter 'tomado atitude que pudesse ser interpretada como um embaraço à Justiça'

Luiz Vassallo e Fábio Serapião

06 de julho de 2017 | 15h07

O ex-ministro dos governos Dilma e Temer Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) afirmou, nesta quinta-feira, 6, durante audiência de custódia, que sempre cooperou com a Justiça e se disse ‘surpreendido’ com sua prisão preventiva. Ele negou ter sido ‘maltratado’ durante o ato de seu encarceramento e alegou não ter tido ‘tratamento diferenciado’. A detenção dele foi decretada pelo juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira, no âmbito da ‘Operação Cui Bono?’.

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“Tudo isso pra mim aqui é uma surpresa. Tenho 58 anos de idade e não tinha nenhum tipo de problema. Coopero com a Justiça e sempre cooperei. Tudo que eu fiz foi sob orientação dos meus advogados. Tenho crença inabalável que em nenhum momento eu tomei nenhuma atitude que pudesse ser interpretada como um embaraço à Justiça”, relatou.

A prisão é de caráter preventivo e tem como fundamento elementos reunidos a partir de informações fornecidas em depoimentos recentes do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos, em acordo de colaboração premiada.

Os procuradores afirmam que Geddel tem agido para atrapalhar as investigações. O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o Ministério Público Federal. Para isso, segundo os investigadores, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de ‘monitorar’ o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo.

 

 

 

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