TSE mantém cassação de prefeita de Sumaré (SP)

Redação

05 de agosto de 2014 | 20h55

Tucana Cristina Bredda Carrara é acusada de abuso de poder econômico

Ricardo Chapola

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta terça-feira, 5, a cassação da prefeita de Sumaré (SP), Cristina Bredda Carrara (PSDB) e de seu vice, Luiz Alfredo Dalben (PPS), ambos condenados pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico nas eleições de 2012. Por ser de caráter monocrática, a decisão da ministra Luciana Lóssio vale até o dia do julgamento do processo em plenário, ainda a ser agendado.

A prefeita e seu vice tiveram seus mandatos cassados pois o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) entendeu como correta a ação movida pelo PT em 2012 contra a coligação da tucana por abuso de poder econômico. Segundo a acusação, Cristina e Dalben teriam criado um jornal onde pudessem veicular notícias favoráveis à chapa e onde aproveitavam para criticar a oposição durante a campanha.

O periódico, de acordo com o TRE, “foi distribuído gratuitamente por cinco edições com tiragem de cinco mil exemplares cada, durante o período eleitoral e depois descontinuado”.

Uma vez cassados e por terem sido eleitos com menos de 50% dos votos, quem vai assumir a prefeitura da cidade do interior de São Paulo é o deputado estadual professor Tito (PT), que ficou em segundo lugar nas eleições daquele ano. Tito vai assumir depois da publicação da sentença do TSE.

Cristina e Dalben podem apresentar ainda pedido de agravo ou embargo, como tentativa de reverter a decisão tomada pelo TSE nesta terça.

 

“Vamos aguardar a conclusão do processo antes de falar na qualidade de prefeito, mas acredito que a Justiça está corrigindo um erro cometido na eleição pela prefeita cassada, que vinha se mantendo no cargo por força de liminar. Vamos aguardar agora, de maneira tranquila, os próximos encaminhamentos da Justiça Eleitoral”, diz o deputado Tito.

Com a palavra, a defesa.  Por meio de nota, a prefeita de Sumaré disse que ficou surpresa pela decisão da ministra do TSE.

A tucana afirmou que irá se manter no cargo e que vai continuar trabalhando normalmente. Ela vai aguardar a publicação da sentença antes de decidir quais medidas jurídicas vai tomar no caso.
“Mantenho minha plena confiança na Justiça Eleitoral e, principalmente, na justiça divina, de que a vontade soberana do povo de Sumaré, expressa na imensa votação que obtive honestamente nas urnas em outubro de 2012, será respeitada, e que vamos trabalhar por este povo humilde e trabalhador até o último dia do nosso mandato”, escreveu Cristina.

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