TSE manda ouvir Marcelo Odebrecht e mais dois delatores da empreiteira na ação contra chapa Dilma/Temer

TSE manda ouvir Marcelo Odebrecht e mais dois delatores da empreiteira na ação contra chapa Dilma/Temer

Decisão é do ministro corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, Herman Benjamin, relator da Ação de Investigação Judicial Eleitoral

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

22 de fevereiro de 2017 | 15h36

Temer e Dilma em novembro de 2015. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Temer e Dilma em novembro de 2015. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O ministro corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, relator do Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) n°194358, vai ouvir na próxima quarta-feira, 1, outras três testemunhas no processo contra a chapa Dilma/Temer, inclusive o empreiteiro Marcelo Odedbrecht.
As informações foram divulgadas no site do TSE.

De acordo com despacho assinado nesta quarta-feira, 22, serão ouvidos além de Marcelo Bahia Odebrecht, outros dois delatores da Operação Lava Jato ligados à empreiteira, Cláudio Melo Filho e Alexandrino de Salles Ramos.

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Os depoimentos serão tomados na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná a partir das 14h30, e não serão abertos à imprensa.

Na decisão o ministro Herman Benjamin esclarece que a determinação de novas oitivas se dá ‘diante de indicativos extraídos da mídia escrita sobre a recente homologação da colaboração premiada de 77 (setenta e sete) executivos da empresa Odebrecht, no âmbito da denominada Operação Lava Jato, e de que houve depoimentos relacionados à campanha eleitoral da chapa Dilma-Temer em 2014’.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE DILMA ROUSSEFF

NOTA À IMPRENSA

“Não temos nada a temer”, afirma defesa de Dilma

Em relação à decisão do TSE de colher os depoimentos dos empresários Marcelo Odebrecht, Cláudio Mello e Alexandrino Ramos, na ação eleitoral que busca a cassação da chapa Dilma/Temer, não vemos problemas na iniciativa. Não temos nada a temer, porque temos o compromisso com a verdade.

A decisão proferida pelo ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, não causa qualquer surpresa. Todos aqueles que fizeram delação premiada, já foram ouvidos no processo.

É do interesse tanto da defesa de Dilma Rousseff, quanto da Justiça Eleitoral, que a verdade seja trazida aos autos, demonstrando a lisura do processo eleitoral.

A posição da defesa da presidenta tem sido a de colaboração com a Justiça Eleitoral. Foi assim, por exemplo, quando demonstramos, por documentos, que o empresário Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, havia mentido em seu depoimento ao TSE.

Flávio Caetano
Advogado de Dilma Rousseff

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