Tribunal nega habeas corpus a amigo de Lula

Tribunal nega habeas corpus a amigo de Lula

José Carlos Bumlai foi preso terça-feira, 24, por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás

Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

27 Novembro 2015 | 19h32

Pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Lava Jato, embarca para Curitiba

Pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Lava Jato, embarca para Curitiba

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou nesta sexta, 27, pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do pecuarista José Carlos Bumlai – amigo do ex-presidente Lula.

Bumlai foi preso na terça, 24, durante a 21.ª fase da Operação Lava Jato. Ao mandar prender o pecuarista, o juiz federal Sérgio Moro destacou que ele teria usado o nome de Lula para se favorecer em negócios ilícitos, entre os quais contrato de US$ 1,3 bilhão da Petrobrás para contratação do navio sonda Vitória 10.000.

A defesa argumentou que Bumlai colocou-se à disposição das autoridades para esclarecer os fatos e que ‘não haveria risco de reiteração delitiva nem indicativos de que estaria ocorrendo obstrução à coleta de provas’.

A defesa também alegou no pedido de habeas corpus que o decreto de prisão baseou-se em ‘informação duvidosa prestada pelo delator Salim Schahin’ – do Grupo Schahin, que fez delação premiada com o Ministério Público Federal.

Para o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos recursos referentes à Operação Lava Jato no TRF4, deve ser mantida na íntegra a decisão de primeiro grau. Conforme o magistrado, ‘transparece a gravidade concreta dos crimes investigados e os efetivos riscos à investigação e à instrução penal, o que atrai a necessidade de decretação da prisão preventiva, seja para fazer cessar a atividade criminosa, seja para inibir a possibilidade de uso indevido pelo paciente de sua proximidade com figuras exponenciais da política nacional’.

Gebran destacou ainda que ‘há prova de materialidade e indícios de autoria apontando para a prática de crimes de corrupção envolvendo a contratação da Schahin pela Petrobrás para operação do navio sonda Vitoria 10.000, mediante vantagem indevida concedida aos dirigentes da Petrobras, a João Carlos Bumlai e ao Partido dos Trabalhadores’.

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