Tribunal mantém decisão de júri que condenou homem a 10 anos de prisão por assassinato a facadas do ex-namorado por medo que relação fosse divulgada nas redes

Tribunal mantém decisão de júri que condenou homem a 10 anos de prisão por assassinato a facadas do ex-namorado por medo que relação fosse divulgada nas redes

Em seu voto, o relator do caso, desembargador Diniz Fernando apontou que 'o número exacerbado de facadas se traduz no sofrimento maior da vítima, considerando a dor, a angústia, o desespero'

Redação

24 de novembro de 2020 | 08h12

Tribunal de Justiça de SP. Foto: Divulgação

Os desembargadores da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram manter a decisão de júri realizado em Atibaia que condenou a 10 anos e 5 meses de reclusão, em regime fechado, um homem acusado de matar o namorado por motivo fútil e com meio cruel.

Segundo os autos, o réu foi à residência do do companheiro e o matou com facadas por temer que o parceiro desse publicidade nas redes sociais ao envolvimento deles. Após o crime, o acusado descartou o tablet e o celular da vítima, que continham fotos do casal, em lugares ermos.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Ao se pronunciar sobre a apelação que foi julgada no último dia 9, o relator do caso, desembargador Diniz Fernando destacou ‘o número exacerbado de facadas’ que a vítima recebeu. Segundo o magistrado, a quantidade de golpes ‘se traduz no sofrimento maior da vítima, considerando a dor, a angústia, o desespero’.

Além disso, o desembargador pontou que o condenado mantinha relacionamento íntimo com a vítima, se aproveitando da confiança que o namorado tinha nele para conseguir ingressar na casa para praticar o homicídio.

“O apelante, em seu interrogatório, foi específico ao referir que aguardou a morte da vítima para retirar a chave da residência de seu bolso, demonstrando extrema frieza”, apontou ainda o magistrado.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.