Tribunal mantém 19 anos de prisão para homem que matou irmão que tinha caso com sua mulher

Tribunal mantém 19 anos de prisão para homem que matou irmão que tinha caso com sua mulher

Ricardo Sabioni de Oliveira Maia Rodrigues confessou o crime; ele disse que esfaqueou a vítima, depois, foi à biqueira usar drogas, mas acabou se entregando por arrependimento

Luiz Vassallo

05 de maio de 2019 | 11h00

Imagem ilustrativa. Foto: Marcos Mendes/ESTADÃO

Os desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo mantiveram a condenação a 19 anos e 6 meses de prisão de Ricardo Sabioni de Oliveira Maia Rodrigues, que matou o próprio irmão a facadas após descobrir que ele tinha um caso com sua mulher.

Rodrigues confessou o crime. Quando interrogado, ele afirmou que tinha ‘problemas com drogas e sua vida ficou desregrada’. Em razão disso, alegou que foi ‘morar com seu irmão juntamente com sua esposa’.

Ele disse ter começado a ‘desconfiar que sua mulher estava o traindo com seu irmão e, em um dia, ela confirmou’. Após a conversa, ‘saiu e foi para biqueira’. Ele diz ter bebido ‘o dia inteiro e voltou totalmente drogado’.

Rodrigues diz ter esperado o irmão chegar do serviço e, ‘tomado pelo ódio, deu umas facadas nele’.

Ainda saiu de casa para o centro de São Paulo, onde teria continuado a usar drogas, até o momento em que resolveu se entregar. O caso teria ocorrido em 2013.

Inicialmente, ele foi sentenciado pelo Tribunal do Juri.

A defesa pediu um novo júri, por insuficiência de provas, e diminuição da pena base.

Ao manter a condenação proferida em primeira instância, o relator do caso, desembargador Antonio Carlos Machado Andrade, afirmou que ‘como as circunstâncias do crime praticado denotam maior agressividade e ultrapassam as lesões inerentes ao tipo praticadas em situações delitivas semelhantes, e as consequências do crime alteraram para sempre, de forma negativa, a estrutura familiar doréu e da vítima (seu próprio irmão), justificada a manutenção da pena-base tal como aplicada pela magistrada sentenciante’.

O julgamento teve a participação dos desembargadores José Raul Gavião de Almeida e Marco Antonio Marques da Silva. A decisão foi unânime.

Tendências: