Tribunal manda soltar empreiteiro da Queiroz Galvão

Tribunal manda soltar empreiteiro da Queiroz Galvão

Por dois votos a um, Corte federal da 4.ª Região dá habeas corpus para Othon Zanóide Filho, mas impôs a ele o uso de tornozeleira eletrônica

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

28 de setembro de 2016 | 15h55

Othon Zanóide. Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Othon Zanóide. Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters – 2014

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região concedeu habeas corpus ao executivo Othon Zanóide Filho, da Queiroz Galvão, mas impôs o uso de tornozeleira eletrônica. O relator João Pedro Gebran Neto foi voto vencido.

Othon Zanóide foi preso na Operação Resta Um, etapa 33 da Lava Jato, em 2 de agosto. O empreiteiro e o executivo Idelfonso Colares Filho, também da construtora, são acusados de atuarem no esquema de corrupção e propinas da Odebrecht.

A defesa Talegou que Othon Zanóide ‘há muito se desligou da Construtora Queiroz Galvão, trabalha em outra empresa autônoma do conglomerado Queiroz Galvão desde meados de 2012’.

Em 31 de agosto, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tentativa de obstrução de investigação de organização criminosa. Foram atribuídos os crimes de corrupção, lavagem e organização criminosa ao ex-diretor da empreiteira Othon Zanóide Filho, ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, ao doleiro Alberto Youssef e aos empresários Leonardo Meirelles e Augusto Amorim Costa.

O Ministério Público Federal apresentou à Justiça em 13 de setembro, a primeira denúncia de cartel na Operação Lava Jato. Procuradores acusam os executivos Petrônio Braz Junior, André Gustavo de Farias Pereira, Othon Zanoide de Moraes Filho, Augusto Amorin Costa e Ildefonso Colares Filho, da empreiteira Queiroz Galvão, e Rodolfo Andriani, Valdir Lima Carreira e Otto Garrido Sparenber, da Iesa Óleo e Gás, no esquema criminoso que desviou recursos da Petrobrás.

Segundo a denúncia, os executivos permaneceram ‘associados em uma organização criminosa voltada para a prática de corrupção, lavagem de dinheiro, cartel e fraudes à licitação da Petrobrás entre 2006 e 2014’.

Durante esse período, de acordo com a Procuradoria, em todos os contratos firmados pela Iesa e pela Queiroz Galvão na Petrobrás houve o oferecimento, promessa e pagamento de propina para as diretorias de abastecimento e serviços.

Após passar por operações de lavagem de capitais para esconder a origem, os valores da vantagem indevida eram posteriormente distribuídos por operadores financeiros aos diretores e funcionários da Petrobrás que auxiliavam no sucesso do esquema e para parlamentares dos partidos políticos que sustentavam os diretores no cargo.

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