Tribunal forma maioria para mandar ao STF análise sobre operação contra advogado do esfaqueador de Bolsonaro

Tribunal forma maioria para mandar ao STF análise sobre operação contra advogado do esfaqueador de Bolsonaro

Zanone Júnior, defensor de Adélio Bispo, foi alvo de uma busca e apreensão da Polícia Federal, mas o material apreendido na operação não foi analisado por força de uma decisão liminar

Patrik Camporez

02 de outubro de 2019 | 15h49

Adélio Bispo. Foto: PM-MG

O Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1) formou maioria, nesta quarta-feira, em favor do entendimento de que é competência do Supremo Tribunal Federal (STF) analisar a legalidade da operação contra o advogado Zanone Júnior, defensor de Adélio Bispo, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro.

Zanone foi alvo de uma busca e apreensão da Polícia Federal, mas o material apreendido na operação não foi analisado por força de uma decisão liminar.

Ao todo, quatro desembargadores votaram para o caso ser analisado pelo STF, mas O julgamento foi suspenso pois houve um pedido de vista. Dos seis desembargadores que formam a turma, faltam apenas dois votos para concluir o julgamento.

Mesmo após o caso subir para o STF, no entanto, a liminar que impede a análise do material coletado na operação contra o advogado continua valendo.

A defesa do presidente da República avalia que a suspensão do julgamento é prejudicial para as investigações. “Na prática a PF não pode obter o material para dar andamento às investigações. A eficácia da liminar permanece, enquanto o objetivo da defesa era que a liminar fosse revertida e a PF pudesse continuar com as investigações”, afirmou Frederick Wassef, advogado de defesa do presidente.

Ainda segundo Wassef, o acesso ao material coletado junto ao advogado de Adélio não viola a constituição.

“Por tudo que eu Ja vi até agora é relativo. São advogados que atuam de forma que já sabiam que o crime iam acontecer. Estamos falando de uma organização criminosa contratada para assassinar o presidente. Um assassino profissional que tentou matar Jair Messias Bolsonaro”.

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