Tribunal Eleitoral do Rio determina intervenção da PF em paralisação de rodoviários na zona oeste da capital

Tribunal Eleitoral do Rio determina intervenção da PF em paralisação de rodoviários na zona oeste da capital

Greve contra o parcelamento em oito vezes do 13° salário atinge eleitores dos bairros de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca

Daniela Amorim/Rio e Rayssa Motta/São Paulo

29 de novembro de 2020 | 10h11

Foto: Reprodução/TRE-RJ

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou a intervenção da Polícia Federal na paralisação dos rodoviários das viações Redentor e Futuro. Iniciada na madrugada deste domingo, 29, contra o parcelamento em oito vezes do 13° salário, a greve compromete a circulação nos bairros de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital.

Para o TRE-RJ, a paralização é ilegal e representa ‘grave impedimento e embaraço às eleições’. “As lideranças do movimento serão responsabilizadas na forma da lei penal”, informou o tribunal.

A expectativa da Corte é que o funcionamento regular das linhas operadas pelas empresas de ônibus seja normalizado ‘rapidamente’. Em coletiva de imprensa na manhã de hoje, o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, presidente do Tribunal Regional Eleitoral fluminense, informou que o juiz eleitoral designado para o caso está na Estrada do Gabinal, em Jacarepaguá, negociando com os manifestantes.

A Polícia Federal confirmou que agentes foram enviados ao local para ‘diligências visando a apuração dos fatos’.

Segundo o o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb Rio), cerca de 2.500 funcionários participam da paralisação. Em nota, o sindicato informou que representantes da entidade de classe também estão no local para uma ‘solução rápida da situação’. “Nem os profissionais da categoria e nem a população podem ser penalizados”. diz um trecho da manifestação.

O Sintraturb afirma a greve foi motivada pela proposta da direção das empresas de parcelar o pagamento do 13° salário dos funcionários em oito vezes, enquanto o acordo da categoria determinava que fosse pago em duas vezes, 50% em novembro e 50% em 20 de dezembro.

Tudo o que sabemos sobre:

Eleições 2020

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.