Tribunal do Paraná manda ‘Quadro Negro’ de Beto Richa para Justiça Eleitoral

Tribunal do Paraná manda ‘Quadro Negro’ de Beto Richa para Justiça Eleitoral

Decisão acolhe argumentos da defesa do tucano, segundo a qual Ministério Público ignorou trechos de delação premiada que classificaria o caso como crime eleitoral; ex-governador paranaense responde em investigações sobre desvios na Secretaria de Educação

Paulo Roberto Netto

12 de março de 2020 | 18h36

O Tribunal de Justiça do Paraná mandou os processos da Operação Quadro Negro, que mira o ex-governador Beto Richa (PSDB), para a Justiça eleitoral. O tucano é réu por corrupção e lavagem de dinheiro em processos que apuram desvios de verbas públicas no âmbito da Secretaria de Estado da Educação entre os anos de 2012 e 2015.

A ‘Quadro Negro’ foi responsável por colocar Richa atrás das grades em março do ano passado. Ele deixou a prisão no mês seguinte. Richa responde a quatro denúncias do Ministério Público apresentadas em 2019.

O ex-governador do Paraná, Beto Richa. Foto: Ricardo Almeida / ANPr

A decisão da Justiça paranaense atende os argumentos da defesa de Richa, sob responsabilidade do advogado Guilherme Lucchesi, que apontou omissão do Ministério Público de trechos da delação do ex-secretário de Educação, Maurício Fanini, segundo o qual os desvios da pasta tinham como finalidade a arrecadação de valores para campanhas políticas.

Por essa razão, o caso deveria ser tratado pela Justiça eleitoral como dita entendimento do Supremo sobre casos de corrupção conexos com eleitorais.

O entendimento dos desembargadores foi unânime, seguindo o voto do relator Francisco Pinto Rabello Filho.

A Quadro Negro investiga desvios de R$ 22 milhões por meio de aditivos contratuais sobre a construção e reformas de escolas estaduais. O inquérito mira ainda os crimes de corrupção, fraude à licitação e organização criminosa.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO GUILHERME LUCCHESI, QUE DEFENDE BETO RICHA
“A defesa do ex-governador Carlos Alberto Richa, desde o início da Operação Quadro Negro, depositou sua fé no Poder Judiciário e nas instituições. A decisão desta tarde do Tribunal de Justiça confirma a imparcialidade do Judiciário. Ao longo do processo a verdade será restabelecida.”

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