Tribunal de São Paulo mantém condenação de três do PCC por tráfico no presídio

Tribunal de São Paulo mantém condenação de três do PCC por tráfico no presídio

Redação

12 de outubro de 2020 | 09h40

Tribunal de Justiça de SP. Foto: Divulgação

Os desembargadores da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo mantiveram a condenação de seis pessoas por tráfico de drogas dentro do Centro de Detenção Provisória 1 “ASP Giovani Martins Rodrigues” de Guarulhos (CDP 1 de Guarulhos). Três dos réus são apontados como integrantes do PCC e um deles era funcionário da penitenciária.

No julgamento, os magistrados analisaram um recurso dos réus contra a sentença de primeira instância que os condenou por organização criminosa e associação para o tráfico. Foi dado parcial provimento a alguns dos recursos dos réus, sendo imputadas penas que variam de três a oito anos de reclusão.

As informações foram divulgadas pela corte paulista.

Segundo os autos, a droga passava por várias pessoas até chegar dentro da cadeia através de um agente do estabelecimento prisional, que cobrava R$3.500 para levar o material até um dos detentos, que vendia aos outros presos. O mesmo funcionário também foi acusado de pedir R$ 2.500 para repassar celulares a detidos, sendo condenado, além de quatro anos em regime inicial fechado, à perda do cargo público.

De acordo com o relator do recurso, desembargador Diniz Fernando, além de todos os documentos que instruem o processo, principalmente conversas citadas na denúncia, um delegado detalhou a conduta de cada réu.

“Além de todos os documentos que instruem este processo, principalmente as conversas citadas na denúncia, o Delegado Rubens, ouvido em Juízo, confirmou os termos da extensa investigação policial, detalhando a conduta de cada réu. Afirmou que Josevaldo vendia drogas dentro do estabelecimento prisional e para isso contava com a ajuda de Reginaldo (agente penitenciário) e de sua mulher, Nadeja. Também Josevaldo tinha ajuda de Alexsandro para a venda de drogas em Guarulhos. Relatou, ademais, que Wesley trabalhava para ‘Tio Sam’, o qual comprava drogas de Gilmar. Esclareceu que Josevaldo era perigoso e violento, membro do PCC”, relatou o desembargador em seu voto.

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