Tribunal de Justiça de São Paulo inicia hoje transferência de 9,5 milhões de volumes de processos para Jundiaí

Tribunal de Justiça de São Paulo inicia hoje transferência de 9,5 milhões de volumes de processos para Jundiaí

Segundo a Corte, o gasto atual para guardar a papelada no Arquivo do Ipiranga é de R$ 16 milhões e, com o envio para a cidade no interior do Estado, haverá economia de R$ 7,6 milhões

Redação

14 de maio de 2019 | 10h00

Arquivo do TJSP.  Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADãO

O Tribunal de Justiça de São Paulo inicia, nesta terça-feira, 14, o processo de transferência de seu acervo de processos do Arquivo do Ipiranga para Jundiaí. O processo envolve o transporte de 9,5 milhões de volumes, que vão encher 8 mil caixas por dia, durante seis meses.

Segundo a Corte, o gasto atual para guardar a papelada é de R$ 16 milhões e, com o envio para a cidade no interior do Estado, haverá economia de R$ 7,6 milhões. “Em Jundiaí, os processos ficarão sob a responsabilidade de empresa especializada na prestação de serviços de armazenamento, guarda e gerenciamento informatizado (Iron Mountain)”,afirma a Corte, por meio de nota.

“No Arquivo do Ipiranga, até esta data, eram catalogados 20 mil processos anualmente; com a transferência, ação que o TJSP chama de “Operação Jundiaí”, já que foram necessários vários estudos antes da concretização da mudança, o número passará para 210 mil/mês, totalizando 2.520.000 por ano – bem mais impactante para o cumprimento da Resolução 637/13 (Tribunal de Justiça de São Paulo) e da Recomendação 37/11 (Conselho Nacionalde Justiça), que preveem a identificação dos processos, respeitando-se diretrizes e tabela de temporalidade”, diz a Corte.

“Essa despesa, com papéis que, muitas vezes, não têm valor algum, sai do bolso do contribuinte, do bolso de todos nós. Vamos racionalizar custos; mas não é só isso, vamos também levar em conta os ganhos do ponto de vista da gestão
documental e da preservação da memória histórica do Tribunal de Justiça”, diz o presidente do TJSP, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças. “Os esforços financeiros devem ser reservados para a preservação dos que,
realmente, têm valor histórico, probatório e informativo.”

Tendências: