Tribunal de Florianópolis condena dois que gravaram no celular assassinato de turista que foi comprar maconha

Tribunal de Florianópolis condena dois que gravaram no celular assassinato de turista que foi comprar maconha

Conselho de Sentença do Júri da capital de Santa Catarina impõe 17 anos de pena a um dos réus e 12 anos a outro, ambos acusados de integrarem facção criminosa na praia de Canasvieiras

Luiz Vassallo

31 de janeiro de 2019 | 08h06

Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Foto: TJ/SC

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Florianópolis condenou dois homens pelo assassinato de um turista paulista no norte da ilha, em setembro de 2017. O rapaz foi assassinado após ser confundido com integrante de uma facção rival quando tentava comprar um cigarro de maconha. A vítima aproveitava o feriadão da Independência com uma amiga na praia de Canasvieiras.

A execução do turista foi gravada em celular e depois enviada a parceiros pela rede social de bate-papo WhatsApp. Um dos acusados foi identificado pela tatuagem e pela camiseta que usava no dia do crime, as quais estavam registradas em uma rede social em que ele aparecia com a namorada.

Um acusado pegou 17 anos e 16 dias-multa pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e participação em organização criminosa. Ele é réu confesso do assassinato, mas negava ser membro de facção. O outro réu, que negava participação, foi condenado a 12 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Este segundo acusado foi inocentado dos crimes de organização criminosa e corrupção de menores.

Os dois condenados estão presos e não podem recorrer da decisão em liberdade.

A sessão do Tribunal do Júri, realizada na segunda-feira, 28, foi marcada por forte debate entre acusação e defesa.

O julgamento foi presidido pela juíza substituta Mônica Bonelli Paulo Prazeres.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi praticado por motivo torpe porque os dois homens, que tiveram o auxílio de mais dois adolescentes, acharam que a vítima era de uma facção rival. A vítima trabalhava como promotor de vendas e residia em São Paulo.

As investigações da Polícia Civil indicavam que os dois réus, com o auxílio de dois menores, levaram o turista até a estrada geral do Moçambique.

O objetivo dos agressores, segundo a acusação do Ministério Público, era obter a confissão da vítima sobre a participação na facção rival. Sem êxito, eles mataram o rapaz com disparos de armas de fogo.

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