Tribunal da Lava Jato mantém apreensão de passaporte da filha de operador

Tribunal da Lava Jato mantém apreensão de passaporte da filha de operador

Filha de Raul Schmidt, foragido em Portugal, pedia a suspensão de medidas cautelares contra ela

Redação

11 Julho 2018 | 18h07

TRF4. Foto: Sylvio Sirangelo/Estadão

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) rejeitou nesta quarta-feira, 11, pedido da filha de Raul Schimidt Felippe Júnior, Nathalie Angerami Priante Schimidt Felippe, e manteve a retenção do passaporte dela e a proibição de que deixe o país.

As informações são do site do TRF-4.

O pai dela reside em Lisboa e é investigado na Operação Lava Jato como operador no repasse de propinas a ex-diretores da Petrobras. De acordo com a Corte, atualmente, é considerado foragido.

A defesa impetrou habeas corpus requerendo suspensão das medidas cautelares impostas pela 13ª Vara Federal de Curitiba à Nathalie sob o argumento de que são falsas as alegações de que ela teria auxiliado na fuga do pai para o país europeu e renovado o próprio passaporte, além de tentar obter visto de residência permanente em Portugal. Os advogados sustentam ainda que ela não poderia responder pelas condutas do pai.

Segundo o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Operação Lava Jato no tribunal, não há ilegalidade que justifique intervenção do tribunal. O desembargador ressaltou que há “um bom acervo probatório de que a relação entre pai e filha estende-se para além dos aspectos familiares, atingindo aspectos comerciais e financeiros”.

Na decisão, Gebran frisa que Nathalie teria sido a beneficiária final de comissões recebidas pelo pai decorrentes de corrupção em contratos da Petrobras, valores que teriam permitido a compra de um apartamento em Paris. “Há indícios que essa movimentação financeira decorra de atos de lavagem de capitais, o que está a justificar as medidas judiciais cautelares”, afirmou o magistrado.

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