Tribunal da Bahia suspende aulas de caminhadas a seus magistrados

Tribunal da Bahia suspende aulas de caminhadas a seus magistrados

Corte decidiu aguardar parecer do Conselho Superior da Justiça do Trabalho sobre projeto para contratação de empresa especializada na atividade física destinada a preparar os juízes e funcionários para a Olimpíada da toga

Luiz Vassallo e Julia Affonso

16 Agosto 2017 | 05h05

O Tribunal Regional do Trabalho da 5.ª Região (TRT5) suspendeu a contratação de uma empresa especializada em dar aulas de corridas e caminhadas a seus servidores e magistrados. A Corte estava disposta a gastar parte de seu orçamento a fim de preparar um grupo para a Olimpíada da Justiça do Trabalho, que promove corrida anual. O contrato iria custar R$ 196 mil por ano, prorrogável por mais cinco anos.

Segundo a Corte, o projeto ‘atende a uma resolução do Conselho Nackional de Justiça, que trata da saúde dos integrantes do Poder Judiciário’. Mas, agora, decidiu aguardar parecer do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

O TRT5 abriu licitação eletrônica chamando ’empresa especializada’ para assessorar juízes e funcionários. Os organizadores queriam uma ’empresa com qualificação profissional e experiência’ para conduzir os exercícios da equipe.

“Contratação de empresa com qualificação profissional e com experiência para assessorar magistrados e servidores em aulas de corrida e caminhada, com a inclusão de guia para pessoa com deficiência visual; orientar os magistrados e servidores que participarão da Olimpíada da Justiça do Trabalho, na modalidade de atletismo e realizar uma corrida e caminhada ecológica anual”, dizia o edital.

No exercício de 2017, entre março e julho, segundo dados oficiais, o Tribunal gastou R$ 652,1 milhões com despesas que incluem obras, salários, e benefícios.

Só a remuneração dos servidores custou 578 milhões do total de despesas, dentre os quais R$ 5 milhões foram desembolsados para cobrir auxílio-alimentação.

Entre os benefícios, como diárias pagas a servidores, foram empregados R$ 1,7 milhão. O auxílio-moradia e as despesas de transporte custaram R$ 2,2 milhões somente no âmbito do TRT5.

Os dados estão todos registrados no portal da Transparência da Corte.

Além dessas despesas, mais um item seria adicionado à lista: as aulas de caminhada e corrida aos juízes e servidores. O pregão seria aberto no dia 22 de agosto às empresas interessadas.

Na semana passada, a presidente do TRT da Bahia, desembargadora Maria Adna Aguiar, declarou que o objetivo ‘é melhorar a qualidade de vida dos funcionários, e, com isso, diminuir gastos com problemas de saúde e afastamento do trabalho’.