Tribunal confirma absolvição de fundador da Gol

Nenê Constantino era acusado de tentativa de homicídio do ex-genro, em junho de 2008; Corte manteve decisão do Tribunal do Júri

Fausto Macedo e Mateus Coutinho

05 Novembro 2015 | 15h50

neneconstantino

O empresário Nenê Constantino, fundador da Gol

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve nesta quinta-feira, 5, a absolvição do empresário Nenê Constantino, fundador da companhia aérea Gol. Constantino foi acusado de tentativa de homicidio contra o ex-genro, Eduardo de Queiroz, em junho de 2008. Em junho de 2015, ele foi foi absolvido pelo Tribunal do Juri de Brasilia. O Ministério Público recorreu sob alegação de que a decisão dos jurados foi contrária à prova dos autos.

Segundo a Promotoria, Constantino teria contratado dois homens para executar o ex-marido de sua filha. O motivo do crime seria um desentendimento por causa de patrimônio. O empresário estaria irritado com o ex-genro porque não queria dividir os ativos de uma empresa de ônibus de Brasília.
Constantino foi submetido a júri popular, em junho. Os primeiros quatro votos foram pela absolvição do empresário, levando à conclusão do júri. Também foi absolvido o policial militar reformado Antônio Andrade, apontado como intermediário do crime.

O Tribunal de Justiça discordou do recurso do Ministério Público e manteve nesta quinta-feira a decisão do Tribunal do Júri, pela absolvição. Em seu voto, uma peça de 40 páginas, o relator, desembargador Silvânio Barbosa dos Santos, defendeu a soberania dos jurados e apontou para a fragilidade das testemunhas da acusação.

“O Tribunal reconheceu a validade da decisão do Juri, assunto encerrado!”, declarou o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, defensor de Nenê Constantino.

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