Tribunal confirma 6 anos de prisão para homem que armazenava 70 vídeos de pedofilia infantojuvenil e caiu na cilada da polícia

Tribunal confirma 6 anos de prisão para homem que armazenava 70 vídeos de pedofilia infantojuvenil e caiu na cilada da polícia

Magistrados do TRF-4 mantêm condenação de acusado de 26 anos que inscreveu-se num fórum criado por agentes policiais para investigar redes de pedofilia e foi flagrado

Pedro Prata e Pepita Ortega

17 de dezembro de 2019 | 06h30

A 7.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) confirmou a condenação de um paranaense de Campo Magro por armazenar e disponibilizar imagens com conteúdo pornográfico infantojuvenil na Internet. O homem, de 26 anos, inscreveu-se num fórum criado por agentes policiais para investigar redes de pedofilia e foi flagrado.

Após ser condenado em setembro de 2017, o réu apelou ao tribunal. A defesa alegava que ele era menor de idade à época dos fatos – as investigações teriam sido realizadas entre fevereiro de 2011 e junho de 2013 – e que não teria ficado comprovado que os equipamentos de informática lhe pertenciam.

Ele foi condenado a 6 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 272 dias-multa no valor de 1/30 salário mínimo cada dia.

O homem, de 26 anos, inscreveu-se num fórum criado por agentes policiais para investigar redes de pedofilia e foi flagrado. Foto: Divulgação

 

Segundo a relatora do caso, desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani, no primeiro registro de vídeo feito pela polícia, o réu já teria completado 18 anos e a autoria teria ficado comprovada.

Segundo informações dos autos, foram encontrados 70 vídeos e 221 imagens com o conteúdo ilícito. “Comprovado que o acusado, com mais de uma ação e em momentos distintos, não só disponibilizou arquivos de pornografia infantil, como também armazenou material com essa temática em diversos dispositivos”, afirmou a magistrada.

“A personalidade do réu mostra-se desvirtuada e voltada em especial em detrimento da integridade sexual na infância e adolescência, principalmente pelo extenso período em que permaneceu armazenando e divulgando esse material”, concluiu Cláudia.

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