Tribunal da Lava Jato, que julgará Lula, está com entorno bloqueado desde o meio-dia

Tribunal da Lava Jato, que julgará Lula, está com entorno bloqueado desde o meio-dia

Por terra, por água e pelo ar, forças de segurança iniciaram isolamento do prédio sede do TRF-4 que julgará o futuro do ex-presidente: culpado ou inocente

Ricardo Brandt, Gilberto Amêndola, Mariana Holanda e Julia Lindner, enviados especiais a Porto Alegre, Julia Affonso

23 Janeiro 2018 | 16h18

Ruas do TRF-4 foram bloqueadas ao meio-dia. Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Pouco após o meio-dia desta terça-feira, sob um calor de 28 graus e clima de chuva em Porto Alegre, grades de segurança vermelha foram colocadas na vias de acesso ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), onde será julgado o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão, dada pelo juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, no caso triplex.

Até a quinta-feira o perímetro no entorno do tribunal, a segunda instância da Lava Jato de Curitiba, ficará “congelado” – termo usado pelos cerca de 4 mil homens destacados para a segurança do julgamento histórico de Lula que pode iniciar nesta quarta-feira o prazo legal – com prazos para recursos – para execução da pena de prisão, caso o petista seja condenado. O ex-presidente responde por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no escândalo Petrobrás.

Com mais de 5 mil manifestantes em defesa de Lula na capital gaúcha – entre petistas, sem-terra e demais simpatizantes, o número é uma média entre as estimativas sobre-valoradas dos organizadores e mínimas das autoridades – a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, com Polícia Federal e Forças Armadas traçaram plano de contingenciamento para evitar conflitos e depredações por terra, ar e água.

Policiamento no TRF-4. Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Às vésperas do julgamento, os policiais da Brigada Militar intensificaram as rondas nas ruas, fazendo revistas nas pessoas, em especial nos manifestantes, há embarcações da Marinha no Rio Guaíba monitorando a orla do Gasômetro, área que contorna o Parque Harmonia, em frente ao TRF-4. É nesse ponto que passa a Avenida Edvaldo Pereira Paiva, uma das que foram fechadas depois das 12h desta terça-feira. Essa avenida, que margeia o Guaíba, passa pela área verde onde está o Anfiteatro Por-do-Sol, onde estão acampados os apoiadores de Lula.

Os prédios do entorno do TRF-4, Câmara de Vereadores, sede do Ministério da Fazenda e Receita Federal, Ministério da Agricultura e Incra, IBGE, Serpro, que estão no perímetro fecharam as portas e estão sendo monitorados por cerca de 150 homens da Força Nacional de Segurança que estavam no Estado desde 2017 e foram requisitados para a operação.
O expediente do TRF-4, na Justiça Federal, que funciona ao lado, e na Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR-4) também estão fechados.

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