TRF-3 é alvo de novo ataque hacker e suspende atendimento ao público e prazos processuais

TRF-3 é alvo de novo ataque hacker e suspende atendimento ao público e prazos processuais

Portal e sistemas internos do Tribunal Regional da 3.ª Região, com jurisdição em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, foram afetados

Rayssa Motta

30 de março de 2022 | 16h38

Tribunal Regional Federal da 3.ª Região é sediado em São Paulo, mas também tem jurisdição em Mato Grosso do Sul. FOTO: CNJ/DIVULGAÇÃO

O Tribunal Regional da 3.ª Região (TRF-3), sediado em São Paulo e com jurisdição também em Mato Grosso do Sul, foi alvo de um ataque hacker nesta quarta-feira, 30. O portal e os sistemas internos da Corte estão fora do ar e não há previsão para restabelecimento dos serviços.

De acordo com as primeiras informações divulgadas pela Corte, os dados armazenados não foram comprometidos na invasão. O tribunal ainda não confirmou, no entanto, se as informações foram acessadas pelos invasores. Também não respondeu se a Polícia Federal foi acionada.

A desembargadora Marisa Santos, presidente da Corte, editou uma portaria para suspender o atendimento ao público e os prazos processuais até quinta-feira, 31. Ela também autorizou o trabalho remoto dos servidores designados para comparecer presencialmente ao tribunal.

A previsão é que os sistemas sejam restaurados ‘progressivamente’. Até o momento, a Secretaria de Tecnologia da Informação do TRF-3 identificou o tipo de ataque sofrido e a estratégia tanto para a apuração do caso quanto para a recuperação da infraestrutura de tecnologia da Corte.

O tribunal lançou um site alternativo, mais simplificado, para fornecer informações até a normalização dos sistemas.

O TRF-3 já havia sofrido um ataque cibernético no início do ano passado, quando hackers tentaram manipular listas de beneficiários em pelo menos oito processos para liberar até R$ 649 mil. A investigação foi aberta depois que dois magistrados detectaram alterações em documentos, com uso fraudulento de suas assinaturas digitais. Os dois suspeitos pela invasão chegaram ser alvo de buscas na Operação Escalada Cibernética e foram condenados pela Justiça Federal em dezembro do ano passado. Um deles continua foragido.

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