Três vereadores deixarão Câmara de São Paulo em 2019

Três vereadores deixarão Câmara de São Paulo em 2019

Eleitos para outros cargos devem renunciar com mandato pela metade

Eduardo Gayer, especial para o Estado

28 de outubro de 2018 | 14h49

Câmara dos Vereadores de São Paulo – Palácio Anchieta – Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

A Câmara Municipal de São Paulo vai perder três vereadores eleitos em 2016. Com apenas metade do mandato cumprido, Conte Lopes (PP), David Soares (DEM) e Sâmia Bomfim (PSOL) conquistaram outros cargos nestas eleições 2018. A legislação determina que em seus lugares devem ficar os suplentes mais votados da coligação.

O ex-capitão da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, tropa da Polícia Militar de São Paulo) Conte Lopes retorna à Assembleia Legislativa paulista, onde já atuou por seis legislaturas.

David Soares e Sâmia Bomfim, a partir de janeiro de 2019, vão exercer mandato de deputado federal.

No lugar de Sâmia, assumirá o segundo suplente Celso Giannazi (PSOL), irmão do deputado estadual reeleito Carlos Giannazi (PSOL), já que a primeira suplente do partido, a advogada Isa Penna (PSOL), foi eleita deputada estadual.

Já as renúncias de Conte Lopes e David Soares darão mandato efetivo ao primeiro e ao segundo suplentes da coligação ‘Acelera São Paulo’, pela qual ambos foram eleitos – Dalton Silvano (DEM) e Caio Miranda (PSB), já em exercício devido ao licenciamento dos vereadores Daniel Annenberg (PSDB) e Aline Cardoso (PSDB), hoje secretários municipais de Inovação e Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, respectivamente.

Terceiro suplente da coligação, Quito Formiga (PSDB) também exerce mandato, em substituição a Eduardo Tuma (PSDB), atualmente secretário-chefe da Casa Civil.

Dessa maneira, devem ocupar vagas temporárias o quarto e o quinto suplentes da coligação, Alberto Luiz da Silva (PSDB) e Edson Aparecido dos Santos (PSDB).

Os três vereadores foram questionados em relação a essa “dança das cadeiras”. Conte Lopes (PP), ex-capitão da Rota, afirmou ao ‘Estado’ que dará melhor contribuição à sua pauta de preferência, a segurança pública, na Assembleia Legislativa.

“Na Câmara (municipal de São Paulo), o discurso fica para mim mesmo. No município não conseguimos valorizar a área”, afirmou, dizendo que provavelmente seu suplente não terá tanta intimidade com o tema.

Já Sâmia Bomfim (PSOL) diz que se sente tranquila em ‘passar o bastão’ para Gianazi, do mesmo partido. Os dois estão se reunindo periodicamente para ajustar a transição.

A vereadora entende que seu eleitorado é ligado a posições ideológicas firmes e, assim, qualquer outro integrante do partido estaria à altura para substituí-la.

Sâmia ressalta que a renúncia de seu mandato legislativo tem impacto menor que a renúncia do ex-prefeito João Doria (PSDB) para concorrer ao governo paulista. “Ele foi eleito pelo voto majoritário e é responsável por todas as secretarias. Prejudicou a cidade para se lançar governador”, afirmou.

A assessoria do vereador David Soares (DEM), que é filho do pastor evangélico e fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Missionário R.R. Soares, disse estar indisponível para dar declarações.

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