Três políticos presos pela Lava Jato e ex-tesoureiro do PT serão transferidos

Três políticos presos pela Lava Jato e ex-tesoureiro do PT serão transferidos

João Vaccari e ex-deputados André Vargas, Pedro Corrêa, Luiz Argolo serão levados da carceragem da PF para Complexo Médico-Penal, onde estão outros acusados no escândalo da Petrobrás

Redação

25 Maio 2015 | 12h22

João Vaccari está preso desde o dia 15 na PF em Curitiba

João Vaccari estava preso na PF, em Curitiba. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Atualizada às 12h38

Por Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

Os três primeiros políticos presos pela Operação Lava Jato – André Vargas (ex-PT, hoje sem partido), Pedro Corrêa (ex-PP) e Luiz Argôlo (ex-PP, hoje afastado do SD), – e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto serão transferidos da Custódia da Polícia Federal para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).

A transferência está marcada pela Polícia Federal para amanhã, 26. O pedido foi aceito pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Lava Jato – neste domingo, 24. O pedido foi feito pela PF. Os quatro estavam detidos na carceragem da Superintendências da Polícia Federal, em Curitiba.

“De fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos”, afirma o juiz Sérgio Moro, em seu despacho. “Tanto por isso autorizei, anteriormente, a remoção de outros presos relacionados à Operação Lava Jato para o Complexo Médico Penal, local que vinha atendendo satisfatoriamente às condições de custódia dos referidos presos provisórios. Pelo que foi verificado anteriormente, ficarão em ala reservada, com boas condições de segurança e acomodação.”

Da esquerda para a direita: André vargas, Pedro Corrêa e Luiz Argôlo.

Da esquerda para a direita: André Vargas, Pedro Corrêa e Luiz Argôlo.

Outros cinco acusados de corrupção na Petrobrás presos pela Lava Jato estão no complexo penitenciário de Pinhas, na Região Metropolitana de Curitiba. No novo endereço, no Complexo Médico-Penal, os políticos e o acusado de ser operador de propina do PT poderão assistir TV e ouvir rádio.

Eles também terão direito a banho de sol todos os dias por uma hora. Nas celas do presídio não há chuveiro individual, ou seja, o banho é coletivo. E o vaso sanitário é o chamado ‘boi’, um buraco no chão – o preso tem de ficar de cócoras, sentado sobre os calcanhares.

As celas do presídio são “no mínimo 80% maiores” que as mais amplas celas da Superintendência da PF na capital paranaense. As visitas podem ser realizadas às sexta feiras, “no período vespertino, no pátio do complexo”.

O pátio onde os prisioneiros da Lava Jato poderão receber seus familiares “é local amplo, aberto, com mesas e bancos”, registra relatório da PF em que argumentou a necessidade de transferência.

Pelas regras da nova casa dos réus da investigação sobre esquema de corrupção e propinas na Petrobrás a visita dos advogados pode ocorrer a qualquer dia da semana.