Três empreiteiros e ex-agente público são alvo de prisão preventiva na operação Mar de Lama, em MG

Três empreiteiros e ex-agente público são alvo de prisão preventiva na operação Mar de Lama, em MG

A Polícia Federal cumpre quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Governador Valarades, Minas Gerais. A Operação Mar de Lama investiga fraudes em licitações mediante pagamento de propinas no município mineiro.

Luiz Vassallo e Mateus Coutinho

29 Março 2017 | 14h34

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira, 29, a prisão preventiva de três empreiteiros e do ex-diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Governador Valadares, em Minas Gerais. Também são executados sete mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito da 9ª fase da Operação Mar de Lama, que investiga pagamento de propinas de R$ 350 mil a um empresário em um esquema de fraudes em licitações no município mineiro.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a partir de colaborações premiadas, observou-se uma fraude nos contratos para a realização de serviços de manutenção e reparos em ruas e logradouros para melhorias do trânsito em Governador Valadares, em meados de 2015.

A Polícia Federal afirma que o sócio oculto de uma das empresas que participaram da concorrência recebeu propinas de R$ 350 mil para descumprir os requisitos da licitação e ser desclassificado de propósito. Dessa forma, se manipulou o resultado para que a empresa escolhida pela suposta organização criminosa saísse vencedora.

A propina, segundo a PF, representaria 14,4% do valor contratado pela obra de manutenção, orçada em R$ 2,4 milhões de reais.

Os crimes apurados são os de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude à licitação consistente no superfaturamento do contrato. Somadas, as penas podem chegar a 34 anos de prisão, segundo o Ministério Público de Minas Gerais.

COM A PALAVRA, O SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE GOVERNADOR VALADARES

Representantes do SAAE informaram, por telefone, que a companhia não vai se manifestar a respeito das investigações.

Notícias relacionadas

Mais conteúdo sobre:

Operação Mar de Lama