TRE multa Alckmin por propaganda eleitoral em templos religiosos

Governador subiu no palco e discursou em eventos religiosos na capital paulista; pena é de R$ 4 mil

Mateus Coutinho

18 de setembro de 2014 | 14h25

O governador Geraldo Alckmin foi condenado ao pagamento de multa de R$ 4 mil por realizar propaganda eleitoral em templos religiosos, o que é proibido pela Lei Eleitoral. A decisão do juiz auxiliar Cauduro Padin acolhe a representação movida pela coligação “São Paulo quer o melhor”, do candidato do PMDB ao governo estadual, Paulo Skaf.

“Ademais, qual o outro objetivo teria o candidato representado ao comparecer a determinado culto religioso frequentado por um grande número de pessoas, utilizando-se da palavra para expor suas realizações, senão a obtenção do voto? Sobretudo na iminência do pleito eleitoral?”, questiona o magistrado na decisão.

Para Padin, “o discurso, embora em tom religioso, mas subliminarmente político, visa a empatia dos presentes. Em outras palavras, se fazer visto e agradar esse nicho de eleitores.”

A representação leva em consideração dois eventos religiosos nos quais o governador participou. Em julho deste ano Alckmin chegou a subir no palco da igreja Sara Nossa Terra ao lado do ex-governador e candidato a senador na chapa, José Serra recebeu a bênção do bispo Robson Rodovalho.

Em outra ocasião, no dia 11 de setembro, Alckmin foi a um evento com cerca de 400 pastores de uma igreja neopentecostal onde subiu no púlpito e discursou para o grupo. “Eu vim pedir as orações de vocês. Nós somos parceiros e iremos trabalhar juntos no trabalho social das igrejas, procurando apoiar quem mais precisa”, segundo trecho da decisão.

Pela legislação, são proibidas propagandas eleitorais em bens de uso comum, isto é, locais que são abertos ao público, como lojas, clubes e, sobretudo, templos religiosos. Procurada, a assessoria de imprensa da campanha de Alckmin afirmou que ele  vai recorrer da decisão.

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