Transparência Internacional chega a SP em solidariedade a estudantes contra máfia da merenda

Presidente da organização, José Carlos Ugaz, diz que é 'inaceitável' que funcionários públicos desviem recursos das escolas e prega investigação 'imparcial e completa' na Assembleia Legislativa

Mateus Coutinho e Julia Affonso

30 de junho de 2016 | 05h00

Assembleia Legislativa de São Paulo. Foto: Paulo Liebert/AE

Assembleia Legislativa de São Paulo. Foto: Paulo Liebert/AE

O presidente da Transparência Internacional José Carlos Ugaz anunciou nesta quarta-feira, 29, uma visita à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para manifestar solidariedade aos secundaristas contra o escândalo da máfia da merenda e cobrar que a investigação da CPI da Merenda, na Alesp, seja “imparcial e completa” .

Inicialmente eles anunciaram uma visita de Ugaz à Escola Estadual Moacyr de Campos para ministrar uma aula sobre combate à corrupção aos estudantes. A escola, contudo, não foi informada sobre o evento. Como foi marcada uma reunião da CPI da Merenda no mesmo horário e os alunos decidiram ir acompanhar o colegiado a visita foi alterada para a Alesp.

O esquema de desvio de dinheiro em licitações para fornecimento de merendas em pelo menos 37 prefeituras paulistas e que também tentou se instalar na Secretaria da Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) foi revelado pela Operação Alba Branca, do Ministério Público Estadual, e motivou uma série de protestos de estudantes. A pressão acabou levando à criação da CPI da Merenda na Assembleia, composta majoritariamente por parlamentares tucanos e da base de apoio do governo.

Ugaz, que está em visita no Brasil desde o começo da semana, divulgou um vídeo de apoio aos estudantes no qual diz ser “inaceitável” que funcionários públicos desviem recursos das escolas paulistas. “É inaceitável que enquanto vocês estejam se esforçando para serem melhores profissionais existam maus funcionários que estejam levando esse dinheiro”, diz o presidente da Transparência Internacional que ainda pede que os estudantes “permaneçam vigilantes para que isso não volte a se repetir”.

Realizado em conjunto com lideranças estudantis, como a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), segundo a entidade, ainda busca reiterar a mensagem da Transparência Internacional de que a luta contra a corrupção deve ser ensinada ainda na escola.

A MENSAGEM DO PRESIDENTE DA TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL AOS ESTUDANTES PAULISTAS:

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