Transparência combate ‘fantasmas’ e fraudes de R$ 18 mi no Piauí

Transparência combate ‘fantasmas’ e fraudes de R$ 18 mi no Piauí

Operação Escamoteamento aponta irregularidades em licitações e participação de servidores municipais e de representantes de empresas

Julia Affonso e Fausto Macedo

07 de abril de 2017 | 10h08

CGU. Foto: André Dusek/Estadão

CGU. Foto: André Dusek/Estadão

O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União combate nesta sexta-feira, 7, empresas fantasmas e fraudes de R$ 18 milhões no Piauí. A Operação Escamoteamento cumpre 13 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e 45 de condução coercitiva, nos municípios de Cocal, Bom Princípio e São João da Fronteira, no Piauí, e em Tianguá, Fortaleza, São Benedito e Ubajara, no Ceará.

O esquema alvo da Escamoteamento teria desviado recursos públicos e fraudado licitações no município de Cocal. A ação é realizada em parceria com o Ministério Público do Piauí, o Ministério Público do Ceará, a Polícia Rodoviária Federal, o Tribunal de Contas do Piauí, as Polícias Civil e Militar do Piauí, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal.

A operação teve como base fiscalização da CGU que apurou a existência de empresas “fantasmas” contratadas de forma fraudulenta, entre 2013 e 2015, no município de Cocal. As fraudes – custeadas com recursos federais, estaduais e municipais – contavam com a participação de servidores do município e de representantes das empresas, que atuavam de forma conjunta e articulada. O prejuízo estimado é de R$ 18 milhões.

Participam da ação cerca de 220 policiais, promotores, auditores da CGU e servidores de outros órgãos.

O nome Escamoteamento faz referência à tentativa dos envolvidos de esconder a atuação da organização criminosa instalada na região. Para isso, valiam-se de empresas sem capacidade operacional, algumas inclusive sem sede física, para dar aparência de legalidade às contratações realizadas.

Tudo o que sabemos sobre:

CGUOperação Escamoteamento

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.