Torquato nega que tenha enviado relatório sobre ameaças a desembargadores

Torquato nega que tenha enviado relatório sobre ameaças a desembargadores

Mais cedo, presidente da Associação dos Juízes Federais afirmou que chefe da pasta havia enviado à PGR documento com informações sobre ameaças sofridas por magistrados do Tribunal da Lava Jato

Carla Araújo/BRASÍLIA

16 Janeiro 2018 | 00h51

/ AFP PHOTO / EVARISTO SA

Brasília, 15/1/2018 – O ministro da Justiça, Torquato Jardim, negou que tenha enviado para a Procuradoria-Geral da República (PGR) um relatório com o que foi levantado sobre as ameaças sofridas pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4), que julgará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo dia 24.

“Estou surpreso com essas notícias. Não existe relatório nenhum”, afirmou ao Broadcast Político. Segundo Torquato, ele conversou com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Thompson Flores, na semana passada por telefone, para avisar que estaria na próxima sexta-feira em Porto Alegre para assinar o termo de entrega do terreno do presídio de Charqueadas e pretendia na ocasião se reunir com o presidente do TRF para verificar a situação de ameaças. “Eu também comentei isso com o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, mas não falei em relatório”, afirmou Torquato.

O ministro disse ainda que caso sejam realmente comprovadas as ameaças a juízes ai sim a Polícia Federal pode ser acionada. “Mas oficialmente não houve esse pedido por isso não há essa decisão”, argumentou Torquato.

Torquato disse ainda que a Força Nacional estará em Porto Alegre no dia do julgamento com a missão de preservar e proteger os prédios públicos e a Polícia Rodoviária Federal está “engajada em fiscalizar as rodovias” para evitar tumultos. “A PF atua na precaução. É uma precaução natural, assim como houve em Curitiba”, disse, referindo-se a quando o ex-presidente Lula foi a capital paranaense depor.