Toffoli pede que PGR e PF apurem episódio em avião envolvendo Lewandowski e ofensas ao STF

Toffoli pede que PGR e PF apurem episódio em avião envolvendo Lewandowski e ofensas ao STF

Presidente do STF solicita que sejam 'adotadas as providências cabíveis' sobre os fatos envolvendo a discussão entre o ministro do Supremo e advogado durante voo para Brasília

Amanda Pupo/BRASÍLIA

05 Dezembro 2018 | 22h06

Dias Toffoli. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, pediu na noite desta quarta-feira (05) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal apurem o episódio ocorrido nesta terça-feira (04) envolvendo o ministro Ricardo Lewandowski e o advogado Cristiano Caiado de Acioli, em voo que ia de São Paulo para Brasília.

No ofício, Toffoli solicita que sejam “adotadas as providências cabíveis” sobre os fatos, “consistentes em ofensas dirigidas ao STF”. O documento foi enviado a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Nesta terça, 4, a PF já havia encaminhado um inquérito para apurar a discussão entre Lewandowski e o advogado. Após ouvir de Acioli que o Supremo é uma “vergonha”, o ministro questionou se ele queria ser preso e pediu aos comissários da aeronave que chamassem agentes da PF. A conversa foi gravada e divulgada nas redes sociais.

Acioli foi conduzido à Superintendência Regional da PF do Distrito Federal, onde prestou depoimento, e foi liberado em seguida. Antes de esclarecer os fatos à autoridade policial, o advogado ficou retido por aproximadamente uma hora na aeronave, acompanhado de perto por um agente da PF.

Em conversa telefônica com o Estado ainda dentro do avião, o advogado, que é filho da subprocuradora-geral da República aposentada Helenita Amélia Gonçalves Caiado de Acioli, perguntou ao agente que o acompanhava o motivo de estar sendo mantido dentro dele. “Ele disse que eu não posso saber por que estou sendo retido”, disse.

Em nota divulgada ontem, o gabinete do ministro Ricardo Lewandowski informou que o magistrado, ao “presenciar um ato de injúria” à Corte, “sentiu-se no dever funcional de proteger a instituição a que pertence, acionando a autoridade policial para que apurasse eventual prática de ato ilícito, nos termos da lei”.