Toffoli pede manifestação da PGR sobre progressão de pena de Geddel

Toffoli pede manifestação da PGR sobre progressão de pena de Geddel

Presidente do Supremo encaminhou autos da Ação Penal 1030 à Procuradoria-Geral da República após pedido formulado pela defesa do ex-ministro e ex-deputado federal, condenado a 14 anos e 10 meses de reclusão por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso do bunker dos R$ 51 milhões em Salvador

Pedro Prata e Fausto Macedo

16 de janeiro de 2020 | 16h02

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre pedido de progressão de pena do regime fechado para o semiaberto do ex-ministro e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (Integração Nacional e  Secretaria de Governo nos governos Lula e Temer, respectivamente), condenado por associação criminosa e lavagem de dinheiro no caso do bunker com R$ 51 milhões em Salvador.

As informações são da agência de notícias do Supremo Tribunal Federal.

Geddel Vieira Lima, condenado por associação criminosa e lavagem de dinheiro. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A prisão foi determinada pelo juízo da 10ª Vara Federal do Distrito Federal e confirmada pelo Supremo.

Geddel Vieira Lima foi condenado em outubro de 2019 pela 2.ª Turma do Supremo a 14 anos e 10 meses de reclusão e 106 dias-multa, em regime inicial fechado, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do bunker dos R$ 51 milhões em Salvador.

CONFIRA A CONTAGEM DO DINHEIRO ENCONTRADO NO APARTAMENTO ATRIBUÍDO A GEDDEL:

Toffoli determinou, ainda, que após a manifestação da PGR, os autos deverão ser encaminhados ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Ação Penal 1030, para análise do pedido.

Em dezembro, o ministro Fachin autorizou sua transferência para o Centro de Observação Penal de Salvador. Embora tenha delegado ao juízo da 2ª Vara da Seção Judiciária da Bahia a competência para a prática dos atos relativos à execução da pena, o relator determinou que temas como a mudança do regime de cumprimento da condenação sejam dirigidos diretamente ao STF.