TJ de Goiás mantém afastamento de Demóstenes Torres

TJ de Goiás mantém afastamento de Demóstenes Torres

Ex-senador, acusado de acusado de usar o mandato para defender interesses do empresário Carlinhos Cachoeira, pretendia voltar às atividades de procurador de Justiça de Goiás

Redação

28 de novembro de 2014 | 16h52

Por Julia Affonso

O Tribunal de Justiça de Goiás indeferiu, nesta sexta-feira, 28, o pedido de retorno do ex-senador Demóstenes Torres, acusado de acusado de usar o mandato para defender interesses do empresário Carlinhos Cachoeira, às atividades de procurador de justiça do estado. A decisão que determinou o afastamento de suas funções no Ministério Público de Goiás foi mantida.

No pedido, o ex-senador afirma que pelo fato de ter conseguido a suspensão da ação penal junto ao Superior Tribunal de Justiça, também estaria suspensa a medida que o afastou do cargo de procurador de Justiça. “Disposto e apto a retornar a exercer suas funções perante o Ministério Público do Estado de Goiás”, disse.

O ex-senador Demóstenes Torres. Foto: Beto Barata/AE

O ex-senador Demóstenes Torres. Foto: Beto Barata/AE

No entanto, segundo desembargador Leandro Crispim, a decisão proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior, no caso do habeas corpus, apenas suspendeu a ação penal e , em momento algum, revogou o afastamento de Demóstenes de suas funções. De acordo com Crispim, a decisão que determinou o afastamento do ex-senador do cargo de procurador de Justiça foi objeto de agravo regimental, tendo sido, inclusive, desprovido em sessão da Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).

“Ora, as decisões proferidas no presente feito, como por exemplo a do recebimento da denúncia, que determinou a instauração de ação penal contra o peticionário, e a do afastamento cautelar do paciente das funções do cargo de procurador de Justiça, dentre outras, encontram-se válidas”, esclarece.

O ex-senador foi investigado nas operações Vegas e Monte Carlo, sobre suposto esquema montado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e cassado em 2012 sob acusação de receber vantagens indevidas e usar o mandato para defender interesses de Cachoeira.

O advogado Luís Alexandre Rassi, que defende o ex-senador, afirmou que está “avaliando a decisão, para ver qual a medida judicial cabível”.