TJ condena ex-primeira-dama de Campinas a 17 anos de prisão

TJ condena ex-primeira-dama de Campinas a 17 anos de prisão

Rosely Santos, mulher do prefeito cassado Dr. Hélio, teve condenação mantida por corrupção, fraude em licitação e formação de quadrilha

Luiz Vassallo, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

10 de setembro de 2019 | 18h13

A ex-primeira-dama de Campinas Rosely Santos, condenada a 20m anos de reclusão no Caso Sanasa / Foto: Denny Cesare

A ex-primeira-dama de Campinas Rosely Santos / Foto: Denny Cesare

O Tribunal de Justiça  (TJ) de São Paulo confirmou a condenação de Rosely Nassim dos Santos, mulher do ex-prefeito de Campinas cassado em 2011 Hélio de Oliveira Santos (PDT), o Dr. Hélio, no maior escândalo de corrupção da prefeitura local, o Caso Sanasa. O tribunal ainda absolveu o ex-vice-prefeito da cidade Demétrio Vilagra (PT) por falta de provas.

Ao todo, 15 réus tiveram condenação mantida pelo desembargador do TJ Ricardo Sale Júnior, em decisão do dia 5.

Os acusados foram condenados em primeira instância em 2015 pelo  juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes.

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O TJ julgou apelação dos condenados e sentenciou Rosely Santos a 17 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, fraude em licitação e formação de quadrilha. Inicialmente, a pena estabelecida para ela foi de 20 anos de prisão.

O esquema de corrupção na Sanasa foi desbaratado por uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em maio de 2011, quando 11 pessoas chegaram a ser presas, entre elas, o vice-prefeito. Os acusados foram condenados pelos crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitação, corrupção e desvios de recursos públicos.

A ex-primeira-dama foi condenada como líder de um esquema que teria desviado milhões dos cofres da empresa de água do município, com a participação do vice-prefeito, empresários, funcionários públicos e lobistas.

O escândalo levou a cassação também o prefeito Dr Hélio, que não figurou na lista de denunciados, e também seu vice, Demétrio Vilagra, que assumiu o cargo.

“As penas estabelecidas variam de 12 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado, e quatro anos e oito meses de detenção, em regime inicial semiaberto – aplicada à ex-primeira-dama do município e então chefe de gabinete da Prefeitura, Rosely Nassim Jorge Santos –, a três anos, um mês e dez dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, para alguns dos sentenciados”, informou o TJ-SP.

 

 

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