‘Tinha café e chocolate, sim’, diz Estevão sobre varredura que o levou para a solitária na Papuda

‘Tinha café e chocolate, sim’, diz Estevão sobre varredura que o levou para a solitária na Papuda

Ex-senador, condenado a 26 anos de prisão por desvios nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, está no isolamento do presídio de Brasília por manter alimentos e dinheiro vetados em sua cela; nesta quarta, foi levado à Justiça Federal para depor em ação sobre crimes fiscais

Fábio Fabrini, de Brasília

01 de fevereiro de 2017 | 16h20

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Lúcio Funaro (esq), Luiz Estevão (centro) e Henrique Pizzolato (dir). Foto: Estadão

O ex-senador Luiz Estevão confirmou nesta quarta-feira, 1, que tinha em sua cela, na Penitenciária da Papuda, em Brasília, os itens que a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) sustenta ter encontrado numa varredura na última quinta-feira, 26. Questionado pelo Estadçao na entrada de uma audiência na Justiça Federal, na capital federal, ele respondeu: “Tinha café e chocolate, sim”.

Após a varredura, o ex-senador foi transferido para a área de isolamento, a chamada ‘solitária’, por um período de ao menos dez dias. Foram encontrados em sua cela uma máquina e cápsulas de café gourmet, além de chocolate suíço e macarrão importado.

Além dele, na última terça-feira, 31, foram para o mesmo setor o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no Mensalão, e o operador do mercado financeiro Lúcio Bolonha Funaro, preso preventivamente, sob suspeita de ser o operador de propinas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O motivo seria também a guarda de alimentos proibidos e dinheiro acima da cota permitida.

Luiz Estevão foi condenado a 26 anos de prisão por desvios de verbas das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. Ele está preso desde março de 2016. Nesta quarta, 1, ele depõe numa ação penal que apura seu envolvimento em crimes fiscais.

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