Testes para a detecção de anticorpos AntiSARS-CoV-2 pós-vacinação

Testes para a detecção de anticorpos AntiSARS-CoV-2 pós-vacinação

Hélio Magarinos Torres Filho*

26 de fevereiro de 2021 | 07h00

Hélio Magarinos Torres Filho. FOTO: DIVULGAÇÃO

O vírus SARS-CoV-2 possui diferentes regiões ou genes que são utilizados tanto para as vacinas, funcionando como princípio ativo, com também para os testes laboratoriais que pesquisam os anticorpos contra o vírus. A vacina da AstraZeneca utiliza fragmentos genéticos virais, mais precisamente da proteína S, de spike, que é a região responsável pela interação e entrada do vírus nas células humanas. Já a vacina Coronavac utiliza vírus atenuado.

Em relação aos testes que fazem a detecção de anticorpos, sejam eles dos tipos IgG, IgM ou IgA, são utilizados dois tipos diferentes de proteínas que agem como antígenos, a proteína N de nucleocapsídeo e a proteína S de spike ou espícula. Os antígenos são os elementos nos quais os anticorpos presentes na amostra de sangue se ligam e assim conseguimos saber se existem anticorpos específicos para o vírus SARS-CoV-2 nas amostras de sangue.

Os testes que utilizam a proteína S como antígenos serão capazes de detectar os anticorpos em quem tomou ambas as vacinas, tanto a da AstraZeneca, quanto a Coronavac. Já os testes que utilizam a proteína N, só detectarão anticorpos em quem tomou a Coronavac e não servem para quem tomou AstraZeneca. Portanto, é importante ficar atento ao tipo de teste utilizado pelo laboratório. Este tipo de informação geralmente vem descrita nos laudos e, quando não estiver descrito, vale a pena se certificar antes da coleta da amostra.

*Hélio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Laboratório Richet

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