‘Temos que varrer a corrupção do Brasil’, diz ministro

‘Temos que varrer a corrupção do Brasil’, diz ministro

Alexandre de Moraes afirma que não antecipou informações da Omertà, operação que levou Antônio Palocci à prisão, e que a Lava Jato 'vai até o final'

Julia Affonso, Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo

26 de setembro de 2016 | 13h34

Alexandre de Moraes. Foto: Rafael Arbex/Estadão

Alexandre de Moraes. Foto: Rafael Arbex/Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, da Justiça, afirmou nesta segunda-feira, 26, que a ‘Lava Jato vai até o final’. “Temos que varrer a corrupção do Brasil”, declarou.

Moraes voltou a negar que tenha divulgado antecipadamente informações sobre a nova fase da Lava Jato, a Omertà.

Deflagrada nesta segunda-feira, Omertà culminou com a prisão do ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda e Casa Civil dos governos Lula e Dilma).

No domingo, 25, o ministro disse a movimentos populares, em Ribeirão Preto (SP), que a Lava Jato teve desdobramentos na semana passada e que iria ter ‘essa semana’.

Ele assegura que não ‘vazou’ a nova fase da Lava Jato. E garantiu que não apenas a Lava Jato, como outras grandes missões da PF, continuarão em curso, como a que investiga o ex-ministro e governador de Minas Fernando Pimentel (PT) e a que descobriu corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda.

“Volto aqui a garantir a toda a população brasileira que a Lava Jato vai até o final. Não só a Lava Jato, como a Acrônimo, a Operação Zelotes. Todas as operações necessárias serão realizadas, com as prisões determinadas pelo Poder Judiciário, independente dos cargos que foram ocupados (pelos alvos), ou cargos ocupados, porque nós temos que varrer a corrupção do Brasil.”

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