Temer pede a Cármen acesso a sete arquivos de áudio de Joesley

Temer pede a Cármen acesso a sete arquivos de áudio de Joesley

Advogados do presidente apresentaram petição ao Supremo Tribunal Federal alegando que material é importante para a defesa a ser entregue à Câmara

Luiz Vassallo e Julia Affonso

19 de julho de 2017 | 17h57

Michel Temer e Joesley Batista. Fotos: Evaristo Sá/AFP e Paulo Giandalia/Estadão

A defesa do presidente Michel Temer apresentou petição no Inquérito 4483 nesta quarta-feira, 19, para ter acesso aos sete arquivos de áudio recuperados de gravadores usados pelo empresário Joesley Batista, da JBS, para gravar conversa com o peemedebista na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu. Os advogados de Temer alegam que o acesso ao material é importante para a defesa a ser feita na Câmara dos Deputados, que analisa a admissibilidade da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República contra o presidente por corrupção passiva.

As informações foram divulgadas no site do Supremo.

A partir das gravações e da colaboração premiada do sócio do grupo empresarial J&F, Temer e seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures foram denunciados formalmente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot pela suposta prática de corrupção passiva.

A denúncia foi enviada à Câmara, uma vez que a Constituição, em seus artigos 51 e 86, prevê a necessidade de autorização daquela Casa para que o presidente da República seja processado perante o STF.

A defesa diz na petição, dirigida à presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, que já havia feito pedido semelhante ao relator do caso, Edson Fachin, juntamente com o pleito de acesso aos gravadores usados.

De acordo com a defesa de Temer, contudo, Fachin decidiu ouvir a Procuradoria-Geral da República antes de analisar o pedidoo. Assim, por entender que a manifestação da PGR se refere apenas à perícia dos gravadores, e considerando a importância dos áudios recuperados para o julgamento na Câmara, a defesa do presidente pediu acesso aos arquivos antes do dia 2 de agosto, data prevista para a análise da denúncia pelos parlamentares.

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