Temer em casa

Temer em casa

Após ser liberado da cadeia da Lava Jato no Rio e pegar um jato para São Paulo, o ex-presidente Michel Temer (MDB), chegou em sua residência no Alto de Pinheiros acompanhado de seu advogado, o criminalista Eduardo Carnelós, às 21h43 desta segunda, 25

Luiz Vassallo, Julia Affonso e Fausto Macedo

25 de março de 2019 | 22h05

Temer chega a sua residência no Alto de Pinheiros, após ser liberado da cadeia da Lava Jato. Foto: Alex Silva/ESTADÃO

Após ser liberado da cadeia da Lava Jato no Rio e pegar um jato para São Paulo, o ex-presidente Michel Temer (MDB), chegou em sua residência no Alto de Pinheiros acompanhado de seu advogado, o criminalista Eduardo Carnelós, às 21h43 desta segunda, 25. Ele foi solto por decisão do desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

O emedebista foi libertado e deixou a sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro às 18h43, em um carro particular, com escolta da Polícia Federal. Ele se submeteu a exame de corpo de delito na própria Superintendência da PF.

Na sexta-feira (22) Athié não havia decidido – apenas encaminhou o caso para julgamento pela 1 Turma Especilizada do TRF-2, do qual faz parte com outros dois desembargadores. O julgamento pelo colegiado ocorreria na próxima quarta-feira (27), mas, Athié avaliou o caso durante o final de semana e decidiu conceder o habeas corpus a todos os presos – aos sete que haviam impetrado recurso e também ao único que não impetrou. Todos serão libertados nas próximas horas.

Além de Temer e Moreira, o desembargador também mandou soltar João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, homem forte do ex-presidente, sua mulher, Maria Rita Fratezi, seu sócio Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, e o empresário Vanderlei de Natale, dono da Construbase. Na sexta-feira, 22, o magistrado havia enviado o pedido de habeas do emedebista para a 1ª Turma do TRF-2, para que fosse julgado na quarta, 27. Após a decisão, o julgamento saiu da pauta.

O inquérito que levou Temer, Lima e o ex-ministro Moreira Franco à cadeia da Lava Jato está relacionado às investigações que miram desvios em obras da Usina Angra III, da estatal Eletronuclear. De acordo com os investigadores, o Coronel Lima teria intermediado o pagamento de R$ 1 milhão em propinas da Engevix no final de 2014. A força-tarefa sustenta que o ex-presidente chefia um grupo criminoso há 40 anos, que chegou a arrecadar propinas de desvios de R$ 1,8 bilhão.

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