Temer diz à PF que acusação é ‘rematado absurdo’

Temer diz à PF que acusação é ‘rematado absurdo’

Ex-presidente não depôs nesta sexta, 22, mas delegado de Polícia Federal consignou formalmente desabafo do emedebista contra a investigação que lhe atribui papel de líder de organização criminosa há mais de 40 anos

Luiz Vassallo/SÃO PAULO e Roberta Jansen/RIO

22 de março de 2019 | 17h32

Michel Temer. FOTO: WILTON JUNIOR / ESTADAO

O ex-presidente Michel Temer pediu que fosse consignado no termo de audiência na Polícia Federal, nesta sexta, 22, que considera a investigação que o prendeu um ‘rematado absurdo’.

Aprisionado na PF do Rio desde quinta, 21, Temer iria depor nesta sexta, 22, mas preferiu ficar em silêncio sob argumento de que não teve acesso às mais de 5 mil páginas dos autos da Operação Descontaminação, desdobramento da Lava Jato que lhe atribui o papel de líder de organização criminosa há mais de 40 anos.

Mesmo preferindo ficar calado, o ex-presidente pediu ao delegado para consignar no termo da audiência que ‘não acha conveniente falar nesse momento até porque a decisão judicial e a manifestação do Ministério Público Federal o colocaram como chefe de quadrilha, inclusive num período em que não exercia função pública’.

Temer assinalou que a acusação de que ‘amealhou R$ 1,8 bilhão é um rematado absurdo’.

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