Tecnologia é a ‘chave mestra’ para impulsionar a indústria de alimentos e bebidas

Waldir Bertolino*

10 de junho de 2021 | 03h00

A indústria de alimentos e bebidas representa uma fatia expressiva da economia brasileira, cerca de  10,5% do PIB nacional. O faturamento do setor atingiu R$ 789 bilhões em 2020, resultado 12% superior ao registrado em 2019, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), divulgados em fevereiro deste ano.

No entanto, para manter esse ritmo de crescimento é necessário lidar com alguns desafios. A demanda do consumidor por maior agilidade na entrega e qualidade dos produtos, pressão cada vez maior por conformidade, modernizar a gestão de processos, aumentar a margem de lucros, são alguns dos fatores que estão mudando radicalmente a dinâmica do mercado Food & Beverage no Brasil e para não perder competitividade, os fabricantes precisam adotar uma nova abordagem estratégica para a sobrevivência do negócio. 

Assim sendo, para se manterem saudáveis financeiramente e ainda enfrentar todos esses desafios, as empresas do setor devem investir em inovação para alcançar resultados mais satisfatórios. Confira abaixo 4 dicas para impulsionar a indústria de alimentos por meio de inovação.  

  1. Maior transparência

O desejo dos fabricantes de alimentos por inovação vai além de oferecer produtos mais saudáveis e saborosos. A tecnologia também ajuda a suprir a demanda dos consumidores por informações detalhadas dos produtos, como origem dos ingredientes, prazo de validade, elementos nutricionais, entre outros. 

Embora seja importante rotular os produtos com informações abrangentes e fáceis de entender, os fabricantes de alimentos e bebidas precisam ser mais transparentes com o seu público e devem usar outros canais para melhorar a experiência com os consumidores. Uma alternativa para atingir esse objetivo são os rótulos inteligentes, que controlam e mostram as condições do produto embalado ou do ambiente ao redor. Além disso, é necessário investir em sites compatíveis com dispositivos móveis para fornecer aos clientes as informações alimentares que vão influenciá-los na decisão de compra.

  1. Foco na conformidade

Como verificar a autenticidade dos ingredientes? Como rastrear, de forma eficaz e rápida, matérias-primas  que se deslocam globalmente? Perguntas como essas estão na pauta do dia de milhares de gestores e a solução para essas dores, passa por uma abordagem focada em conformidade.  

Estar em conformidade é o caminho para a empresa lidar com rígidos regulamentos, que mais do que nunca, estão forçando a indústria de alimentos a ter uma postura mais proativa de segurança alimentar, além da capacidade de  mudar o estigma de uma empresa focada em responder às crises para preveni-las. 

  1. Força do e-commerce

Como muitos setores, alimentos e bebidas foram afetados pela proliferação de canais de comércio eletrônico durante a pandemia. De acordo com dados da consultoria Statista, entre março e abril de 2020 houve aumento de 155% em relação aos usuários de plataformas de entregas delivery. Este mercado cresceu 94,67% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. 

Definitivamente, as medidas de distanciamento social para evitar a disseminação do vírus provocaram mudanças nos hábitos de compras dos consumidores e a entrega de mantimentos à domicílio passou a ser a primeira opção desses clientes. As empresas de alimentos e bebidas precisam planejar o seu negócio para se adaptar a esta nova realidade. 

  1. Soluções intuitivas

Não são apenas os clientes que buscam por inovação. Os funcionários de hoje também. Eles querem e precisam de soluções intuitivas e fáceis de usar. Ferramentas que forneçam dados precisos para ajudá-los na tomada de decisão, acesso móvel, plataformas integradas, ou seja, um conjunto de tecnologias que possibilita que o colaborador seja mais estratégico e menos operacional. 

Os principais fabricantes de alimentos e bebidas devem maximizar a produtividade dos funcionários criando um ambiente de trabalho mais dinâmico e moderno. A inovação deve ser constante para aprimorar processos e descobrir novas maneiras de ajudar a organização e seus colaboradores a serem mais efetivos.  

Por fim, para os fabricantes de alimentos e bebidas, a tecnologia é a “chave mestra” para impulsionar os negócios. Ferramentas obsoletas e desatualizadas não suportam mais as novas demandas dos clientes e a complexidade desta indústria. Manter-se atualizado não é apenas inteligente, mas principalmente lucrativo para as empresas do segmento.

*Waldir Bertolino, Country Manager da Infor no Brasil

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.