Tecnologia como ferramenta para retomada da economia

Tecnologia como ferramenta para retomada da economia

Rafael Fleming*

06 de novembro de 2021 | 04h00

Rafael Fleming. FOTO: DIVULGAÇÃO

Antes de abrirmos as análises para o momento atual, precisamos voltar e avaliar o mercado de importação e o cenário preocupante que a Pandemia trouxe em 2020. Segundo a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, tivemos uma queda de 9,7% nas importações.

Desta forma, enxergamos fortes incertezas e não exclusivamente para o Brasil, mas para todos os países. Alguns setores conseguiram se destacar em meio a crise e utilizaram os mais diferentes recursos para fomentar o aquecimento em seus mercados de atuação. Mesmo assim, os resultados não foram os mais satisfatórios.

Em 2021, ainda nos primeiros meses, as previsões eram de melhora. Dados da  Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, indicavam crescimento da economia mundial da ordem de 4,2%, mas com nível de incerteza ainda elevado pelo surgimento de variantes da Covid-19 e o não avanço das vacinas no mundo. Por isso, sentimos uma retomada ainda muito tímida.

A tecnologia passou a ser um dos recursos mais utilizados por todos os setores, como uma forma de melhorar o desempenho e diminuir (na medida do possível), os custos. Com a Inteligência Artificial, por exemplo, é possível aperfeiçoar os negócios, gerando dados consistentes sobre logística, otimização de processos e resultados mais positivos.

Vale lembrar que essas vantagens da tecnologia para o mercado não são novidades, mas com a pandemia, os recursos foram colocados mais à frente na tentativa de aumentar os lucros ou, então, diminuir os prejuízos. Abrimos discussões para trazer e apurar outras tendências no Brasil. O mercado de estética é um dos que mais se destacou nesse sentido, o setor atingiu números positivos ao usar a tecnologia, local e importada para suportar os processos e acelerar os negócios.

Com o isolamento social, muitas pessoas ficaram mais tempo em casa e passaram a usar mais as telas, dos smartphones e computadores, para estarem em contato com familiares, amigos e para o trabalho. O olhar para si bateu mais forte e a procura por tratamentos de autocuidado cresceu. Empresas do mercado de estética que apostaram em tratamentos não invasivos, por meio da tecnologia, para melhorar a autoestima dessas pessoas se destacaram. Conseguiram se manter e, muitas vezes, até mesmo crescer.

Na medicina, também muita coisa foi vista e consumida por meio da tecnologia. Tendências de fora chegaram para trazer mais qualidade aos médicos e para os pacientes. Acompanhamos a evolução acelerada da telemedicina aqui no Brasil. Com os riscos de contágio da Covid-19, muitos consultórios médicos e hospitais começaram a oferecer, sempre que possível, a possibilidade de consulta à distância para os pacientes. Tudo viabilizado por meio da tecnologia e, claro, essa é uma realidade que veio para ficar.

Aos poucos, podemos sentir o aquecimento da economia, ainda mais com o avanço no segundo semestre por conta da vacinação. Mas já sabemos que com a tecnologia à frente dos negócios, garantimos um cenário mais sólido e com menos incertezas para o mercado no geral.

*Rafael Fleming, diretor comercial da MedSystems

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