TCE cobra do Hospital Emílio Ribas informações sobre atraso em obras de ampliação

TCE cobra do Hospital Emílio Ribas informações sobre atraso em obras de ampliação

Segundo o TCE, a 'contratação – que envolve obras de ampliação, reforma geral e restauro no instituto – foi firmada em 2014 e precedida por licitação, ao valor inicial de R$ 139.927.183,02'

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

23 de abril de 2020 | 19h40

Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

O conselheiro Antonio Roque Citadini, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), cobrou da Direção do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que preste, no prazo de 15 dias, informações sobre suposto atraso nas obras de ampliação e reforma do hospital.

Segundo o TCE, a ‘contratação – que envolve obras de ampliação, reforma geral e restauro no instituto – foi firmada em 2014 e precedida por licitação, ao valor inicial de R$ 139.927.183,02’.

A Corte acolhe pedido do deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL), que, após realização de audiência pública na Assembleia legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), encaminhou oficio no qual, além de pedir apuração no atraso nas obras, também sugere que há falta de medicamentos e insuficiência de pessoal.

“É importante que a Direção do Instituto preste informações completas quanto ao estágio atual das obras, e, se não ainda concluídas, informe qual a previsão para sua conclusão e as razões que justificariam o atraso”, argumentou o Conselheiro-Relator da matéria, que informou que também aguarda explicações sobre a possível falta de medicamentos e deficiência no quadro pessoal.

Considerado a maior referência em infectologia na América Latina, o Emílio Ribas atingiu, na ultima quarta-feira (15/4), a capacidade máxima de atendimento na Unidade de Terapia intensiva (UTI). As obras, que iniciaram em 2014, tinham previsão de conclusão no ano de 2016, com a inclusão de novos leitos.

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